Forças israelenses capturam fortificação medieval localizada a 14,5 km da fronteira depois de vários dias de combates na região

As FDI (Forças de Defesa de Israel) anunciaram neste domingo (31.mai.2026) a captura do Castelo de Beaufort, fortificação medieval localizada no sul do Líbano, próxima à cidade de Nabatiyeh. Israel não controlava o local desde 2000, quando retirou suas tropas do território libanês.

Segundo comunicado divulgado pelas forças israelenses, a operação foi iniciada há alguns dias nas regiões de Beaufort Ridge e Wadi al-Saluki com o objetivo de desmantelar a infraestrutura do Hezbollah, eliminar combatentes e remover ameaças contra civis israelenses.

“As Forças de Defesa de Israel lançaram uma operação, iniciada há alguns dias, na região de Beaufort Ridge e Wadi al-Saluki, no sul do Líbano, com o objetivo de desmantelar a infraestrutura terrorista, eliminar terroristas e remover ameaças diretas a civis israelenses”, afirmaram as FDI.

Os militares israelenses alegam que o Hezbollah utilizava a área para coordenar atividades militares e lançar ataques contra Israel. O grupo libanês, por sua vez, afirmou ter destruído um tanque israelense nas proximidades da fortificação.

Eis as imagens divulgadas nas redes sociais:

A ofensiva faz parte de uma escalada militar iniciada nas últimas semanas, apesar do cessar-fogo firmado entre Israel e Líbano em abril com mediação dos Estados Unidos.

Em 25 de maio, o Exército israelense realizou novos bombardeios contra vilarejos do sul e do leste do Líbano e emitiu ordens de evacuação para moradores de ao menos 10 localidades da região e da cidade de Tiro.

Israel afirma que as ações são uma resposta a supostas violações da trégua pelo Hezbollah.

VALOR HISTÓRICO E ESTRATÉGICO

Construído por cruzados há cerca de 900 anos, o Castelo de Beaufort está localizado sobre um penhasco com vista para o rio Litani e é considerado um ponto estratégico no sul do Líbano.

A fortificação foi palco de combates entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina em 1982 e sofreu “danos significativos” durante os 18 anos de ocupação israelense, segundo a Unesco.

A ofensiva se deu após a ampliação das operações militares israelenses no sul do Líbano. Na 6ª feira (29.mai), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que tropas do país haviam cruzado o rio Litani.

Já neste domingo (31.mai), as FDI disseram ter expandido suas ações contra alvos do Hezbollah ao norte do rio e em outras áreas do território libanês.

A escalada dos confrontos aumenta a pressão sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. Teerã defende a inclusão de um cessar-fogo no Líbano nas discussões diplomáticas.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à “liberdade de ação contra ameaças em todas as frentes, incluindo o Líbano”, segundo uma autoridade israelense ouvida pela CNN.

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