Ex-deputado afirma que pré-candidatura do irmão aumenta risco e atribui à esquerda incentivo à violência política

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que o irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), corre risco de ser assassinado. A declaração foi dada em entrevista à Rede Comunica Brasil, publicada na 4ª feira (10.jun.2026).

Segundo Eduardo, o avanço de Flávio na disputa presidencial aumentaria o risco. “Eu acho que o Flávio tem que tomar muito cuidado com a segurança dele. Cada vez mais vai valer mais a pena assassiná-lo, porque, se tirar Flávio, quem é que resta?”, declarou.

O ex-congressista disse que uma eventual morte do irmão deixaria a eleição “entregue de bandeja” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Citou Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) como nomes da direita menos conhecidos nacionalmente.

Eduardo atribuiu à esquerda o incentivo à violência política. Como exemplos, mencionou o assassinato do senador colombiano Miguel Uribe, baleado durante um ato político em Bogotá em junho de 2025 e morto 2 meses depois, e o de Fernando Villavicencio, candidato à Presidência do Equador, assassinado a tiros em 2023. Também citou a facada sofrida por Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e o atentado a tiros contra Donald Trump (Republicano) em 2024.

As declarações foram dadas ao comentar reportagens sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro protagonizada pelo ator norte-americano Jim Caviezel.

Assista (4min52s):

“Dark Horse”

Documentos divulgados pelo Intercept Brasil indicam uma operação de quase US$ 24 milhões, entre valores planejados e pagos. Parte do dinheiro teria sido enviada por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ao Havengate Development Fund, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo nos Estados Unidos.

O ex-deputado classificou a operação como “mero investimento” e disse que seria ilógico montar uma estrutura de lavagem de dinheiro envolvendo a família Bolsonaro e empresas nos Estados Unidos. Segundo ele, a esquerda concentrou sua estratégia eleitoral no caso e colocou sua “bala de prata” na ligação entre Flávio e Vorcaro.

O PT lançou na 3ª feira (9.jun.2026) uma plataforma de mobilização digital. Durante o evento, congressistas defenderam a divulgação de conteúdos que relacionam Flávio ao banqueiro.

Eduardo também voltou a negar que uma casa em Arlington, no Texas, tenha sido comprada para ele com recursos de Vorcaro. Disse morar de aluguel. O imóvel pertence a André Porciúncula, ex-secretário do governo Bolsonaro e aliado do ex-deputado.

Ao comentar a visita de um repórter do Intercept à residência onde vive, em Southlake, Eduardo disse ter chamado a polícia e adotado outras medidas de segurança. O jornalista foi ao local em maio para tentar entrevistá-lo.


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