O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (Fatah, Cisjordânia), assinou um decreto determinando a realização de eleições presidenciais no início de 2027 e eleições legislativas em novembro do mesmo ano, segundo comunicado oficial divulgado nesta última segunda-feira (15).
A decisão ocorre após anos de adiamentos sucessivos do processo eleitoral nos territórios palestinos e integra um conjunto de reformas cobradas pela comunidade internacional, que mantém apoio financeiro à Autoridade Palestina.
Até o momento, Abbas não informou se pretende disputar o pleito presidencial. Ele está no poder desde 2005, quando foi eleito para um mandato de quatro anos, formalmente encerrado em 2009, permanecendo desde então no comando por meio de decretos administrativos.
Impasses políticos e territoriais
Apesar do anúncio, a realização das eleições ainda depende de obstáculos políticos e logísticos relevantes. Entre os principais entraves está a ausência de garantias para a votação em Jerusalém Oriental, território ocupado por Israel e reivindicado pelos palestinos como capital de um futuro Estado.
Outro ponto crítico é a situação da Faixa de Gaza, onde restrições de circulação e o conflito prolongado dificultam qualquer processo eleitoral amplo.
Histórico de eleições interrompidas
A última eleição presidencial ocorreu em 2005. Já em 2006, o movimento Hamas venceu as eleições legislativas contra o Fatah, partido de Abbas, o que levou a uma grave crise institucional e à paralisação do Parlamento em 2007.
Desde então, não houve novas eleições legislativas na região. Tentativas de convocação do pleito em 2021 também foram suspensas diante de impasses sobre a participação de eleitores em Jerusalém Oriental.
Em abril deste ano, foram realizadas apenas eleições locais na Cisjordânia ocupada, marcando o primeiro processo eleitoral desde o início da guerra em Gaza em outubro de 2023, segundo registros oficiais e cobertura internacional sobre o conflito.
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