Líder no fornecimento de uniformes nas últimas 15 edições do mundial, a marca alemã vê crescimento recente de Nike e Puma
Desde que se tornou fornecedora de uniformes para seleções em 1974, a Adidas já vestiu 150 elencos que participaram da Copa do Mundo. Com uma média de 10 por mundial nas últimas 15 edições, a marca alemã tem quase o dobro da Nike, que soma 76 e aparece na 2ª posição do ranking. Em 2026, estampa 30% das classificadas ao torneio realizado nos EUA, México e Canadá.
Uma das principais rivais da Adidas, a Puma -marca criada por Rudolf Dassler após deixar a sociedade com o irmão, Adolf Dassler, na companhia alemã- ocupa o 3º lugar na lista. Ao todo, produziu os uniformes de 62 seleções que estiveram nas Copas. Assim como a Nike, teve crescimento a partir da década de 1990.
Na atual edição da competição, a divisão é a seguinte: 14 seleções vestem Adidas, 12 vestem Nike e 11, Puma.
Histórico
A Copa com maior protagonismo da Adidas foi a de 1990, na Itália. Das 24 equipes, 15 vestiram a marca: Alemanha, Argentina, Bélgica, Camarões, Checoslováquia, Colômbia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Holanda, Irlanda, Iugoslávia, Romênia, Suécia e União Soviética.
Só em 3 edições foi superada por uma das rivais: duas vezes pela Nike (2014 e 2022) e uma pela Puma (2006).
Em 1998, na França, houve a maior divisão entre empresas que fornecem uniformes. Naquele ano, 12 marcas estiveram presentes: Adidas, Nike, Puma, Umbro, Lotto, Diadora, Reebok, Kappa, Hummel, Aba Sport, Asics e Shamel.
Desde 1970, um total de 44 empresas já produziram os materiais esportivos das 396 classificadas. Apesar de ter perdido espaço para as rivais, a Umbro aparece como a mais longeva do ranking.
Eis o levantamento completo:
COPA DO MUNDO
A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro. É realizado a cada 4 anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas.
No caso do Brasil, cabe à CBF definir quem é o treinador e quais são os jogadores “convocados” (na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à “convocação”).
O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.
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Créditos do autor: Poder360 ·
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