Hugo Broch, considerado o último ás sobrevivente da aviação militar alemã da Segunda Guerra Mundial, morreu aos 104 anos. O falecimento ocorreu em 31 de maio, mas foi divulgado publicamente apenas nos últimos dias pela imprensa alemã.
Nascido em 1922, Broch integrou a Luftwaffe, força aérea da Alemanha durante o conflito, e tornou-se um dos pilotos mais conhecidos da aviação militar alemã ao registrar 81 vitórias aéreas em combates contra aeronaves soviéticas na Frente Oriental.
Ao longo da guerra, o piloto participou de mais de 320 missões de combate, marca que o colocou entre os chamados “ases” da aviação militar, denominação reservada a pilotos com elevado número de aeronaves abatidas em combate.
Condecoração e atuação na guerra
Durante sua trajetória militar, Broch recebeu a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro, uma das mais importantes condecorações concedidas pelas forças armadas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial.
A honraria foi entregue após sua 79ª vitória aérea e figura entre as mais raras distinções militares do período. Registros históricos apontam que a condecoração foi concedida a pouco mais de sete mil militares durante todo o conflito.
Com o fim da guerra, Broch foi detido temporariamente por forças britânicas e, posteriormente, retornou à vida civil. Nas décadas seguintes, trabalhou na indústria química alemã, desenvolvendo carreira profissional longe da atividade militar.
Voo simbólico aos 95 anos
Mais de sete décadas após o fim da guerra, Hugo Broch voltou a chamar atenção internacional ao participar de um voo simbólico em 2017.
Aos 95 anos, embarcou em um histórico Supermarine Spitfire, aeronave utilizada pela Força Aérea britânica durante os combates contra a Alemanha nazista.
Na ocasião, Broch voou como copiloto e chegou a assumir os controles da aeronave em parte do trajeto. O episódio recebeu ampla cobertura da imprensa internacional e foi interpretado como um símbolo da reconciliação entre antigos adversários da guerra.
Uma das últimas testemunhas do conflito
A morte de Hugo Broch representa o desaparecimento de uma das últimas testemunhas diretas das batalhas aéreas da Segunda Guerra Mundial. Sua trajetória atravessou alguns dos principais acontecimentos do século XX, desde os combates no front oriental até os esforços de reconstrução e reconciliação que marcaram a Europa no pós-guerra.
Com sua morte, encerra-se um capítulo da história da aviação militar ligado aos últimos veteranos que participaram diretamente dos combates aéreos do maior conflito armado da era moderna.
Fonte: Clique aqui
Créditos do autor:






























