A disputa pela Presidência da República em 2026 começa a ganhar novos contornos com a movimentação dos pré-candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). Ambos aparecem com 3% das intenções de voto na mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 10 de junho, e concentram esforços para aumentar a visibilidade de seus nomes junto ao eleitorado.

Segundo o levantamento, Renan Santos registra índice de desconhecimento de 70%, enquanto Caiado é desconhecido por 48% dos entrevistados. No mesmo cenário, o presidente Lula da Silva (PT) lidera com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 29%. Já Romeu Zema (Novo) e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 2% cada.

Os dois pré-candidatos também decidiram instalar seus comitês de campanha em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, de olho na ampliação da presença política e eleitoral.

No caso de Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e integrante do partido Missão, a estratégia passa pelo fortalecimento da atuação nas redes sociais e pela realização de viagens a diferentes estados brasileiros. A produção de vídeos curtos sobre política, economia e temas de grande repercussão também integra a pré-campanha, que busca ampliar o alcance digital do presidenciável.

Nos últimos dias, Santos cumpriu agenda no Pará e planeja visitas ao Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Além da apresentação de sua pré-candidatura, ele tem divulgado o chamado “Livro Amarelo”, documento que reúne propostas do partido para o país.

Outro foco da pré-campanha é a aproximação com representantes do mercado financeiro. Recentemente, Renan participou de um encontro promovido pela Genial Investimentos, onde apresentou suas propostas a investidores.

Com estrutura partidária reduzida, o Missão deverá receber apenas a cota mínima do Fundo Especial de Financiamento de Campanha em 2026, estimada em cerca de R$ 3,3 milhões. Para complementar os recursos, a campanha lançou uma arrecadação por financiamento coletivo, modalidade autorizada pela legislação eleitoral desde 15 de maio. Segundo aliados, mais de R$ 1,1 milhão já foi arrecadado junto a aproximadamente 18 mil doadores.

Enquanto isso, Ronaldo Caiado concentra esforços na construção de alianças partidárias e na definição de uma agenda nacional. Integrantes da pré-campanha avaliam que o principal desafio é ampliar o conhecimento do eleitor sobre sua trajetória, especialmente antes do início do horário eleitoral gratuito, previsto para o fim de agosto.

As primeiras peças de propaganda deverão destacar resultados obtidos durante sua gestão no Governo de Goiás, considerada pelos aliados como um dos principais ativos da campanha. Paralelamente, seguem as negociações para a escolha do candidato a vice-presidente, com prioridade para partidos que possam ampliar o tempo de televisão da chapa.

O PSD figura entre as legendas com maior capacidade financeira para a disputa de 2026. Pelos critérios atuais de distribuição do Fundo Eleitoral, o partido deverá contar com cerca de R$ 421 milhões, ficando atrás apenas de PL, PT e União Brasil em volume de recursos disponíveis para as campanhas.

A pesquisa Genial/Quaest reforça que, apesar da vantagem inicial de Lula e Flávio Bolsonaro, a corrida presidencial permanece em fase de consolidação, com diversos pré-candidatos buscando ampliar sua exposição nacional antes do início oficial da campanha eleitoral.

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