Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) disseram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o ex-presidente não tinha conhecimento de que uma carta escrita ao seu filho, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seria lida publicamente nas redes sociais.
A defesa também alegou que jamais vislumbrou “qualquer incompatibilidade com a redação de uma carta com as restrições impostas” por Moraes.
Em período recente, acrescentaram os advogados na petição, “outras correspondências foram por ele redigidas sem que isso houvesse ensejado qualquer questionamento quanto ao cumprimento das medidas então vigentes, mesmo quando publicizadas”.
Os defensores do ex-capitão afirmam ainda que ele sempre foi fiel ao cumprimento das cautelares e que compromete-se a “continuar observando rigorosamente todas as condições estabelecidas por esse Juízo”.
Na segunda-feira 13, Mores deu prazo de 48 horas para a defesa se manifestar a respeito de um vídeo publicado por Flávio em seu canal no Youtube no qual ele lê uma “carta aos brasileiros” escrita por Bolsonaro.
No texto, o ex-presidente diz, inicialmente, que está “saudoso do contato com o povo” ao qual ele deve “lealdade” e que Flávio é seu “porta-voz” para “livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”.
Moraes analisa se houve descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente como, por exemplo, a proibição de utilizar as redes sociais diretamente ou por terceiros. O ministro também mandou a Procuradoria-Geral Eleitoral opinar se houve propaganda eleitoral antecipada na leitura da carta.
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Créditos do autor: Maiara Marinho
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