O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, elevou na sexta-feira 4 o tom das críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em meio à disputa sobre os pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Durante agenda em São Carlos (SP), Flávio afirmou que Alcolumbre estaria mais preocupado em se proteger do que em defender as instituições.
“Ele se equivocou. Queria proteger um amigo, em vez de proteger a instituição. Está perdendo uma grande oportunidade de resgatar a credibilidade não só do Senado, mas também de devolver o Supremo ao povo”, declarou.
Flávio também afirmou que pretende fazer uma “defesa intransigente” do STF como instituição, mas sustentou que Moraes não deveria permanecer no tribunal. A declaração veio após a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal no caso Banco Master, que cita o ministro e registra contatos dele com o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Hoje a população toda, em função do sigilo que foi retirado dessa investigação envolvendo o Banco Master, todos puderam ver como ele operava em Brasília. Então ele não tem a menor condição de continuar como ministro do Supremo Tribunal Federal. E nós esperamos que o próprio pleno do STF autorize que ele seja investigado formalmente”, afirmou.
O senador voltou a cobrar que o Senado analise os pedidos de impeachment apresentados contra Moraes. Segundo ele, a falta de apreciação dessas solicitações contribuiu para a atual crise entre o Congresso e o Supremo.
“Se a democracia chegou tão esculhambada a esse ponto, é porque o Senado não teve oportunidade de apreciar um dos 54 impeachments que existem na Mesa, especificamente sobre o Alexandre de Moraes”, disse.
‘Autoproteção’
Flávio também acusou Alcolumbre de agir por “autoproteção” e levantou a hipótese de uma articulação entre o presidente do Senado, Moraes e o ministro Flávio Dino para adotar medidas contra ele. O candidato, porém, não apresentou provas de que tenha ocorrido um acordo entre os três.
“Alcolumbre está muito preocupado, assim como o Alexandre de Moraes, com a sua autoproteção. Lamento que ele tenha feito uma reunião longa com Moraes, pouco antes do plenário, em que parece que foi combinado alguma coisa com o Flávio Dino para tomar algumas ações ilegais contra mim”, declarou.
A declaração ocorreu dois dias depois de Alcolumbre mencionar, durante uma sessão do Senado, a negociação envolvendo Flávio e Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro (PL). Ao reclamar das cobranças para que desse andamento aos pedidos contra Moraes, o presidente do Senado afirmou que haviam sido solicitados 130 milhões ao banqueiro para a produção e questionou por que apenas o ministro seria responsabilizado.
Flávio respondeu negando irregularidades relacionadas ao projeto, mas tem, reiteradamente, se negado a responder sobre o financiamento do longa.
Fonte: Clique aqui
Créditos do autor: Vinícius Nunes
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação



































