A campanha de Lula (PT) passou a tratar Minas Gerais como um dos principais pontos de atenção na disputa presidencial de 2026. Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente no segundo turno no estado, com 40% contra 37%.
Apesar da vantagem de três pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados porque a margem de erro é de três pontos percentuais. O levantamento ouviu 1.506 eleitores mineiros entre 4 e 7 de setembro e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-04716/2026.
O resultado, porém, representa uma mudança importante no cenário. Flávio avançou cinco pontos em relação à pesquisa anterior, enquanto Lula recuou um. Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, trata-se do pior desempenho já registrado pelo presidente no estado.
Minas Gerais é considerado estratégico para a eleição nacional por seu peso eleitoral e pelo comportamento historicamente decisivo de uma parcela de eleitores independentes. A preocupação da campanha petista aumenta porque a vantagem de Lula vem diminuindo nos levantamentos realizados ao longo do último ano.
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as revelações sobre as relações entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e ministros da Corte também passaram a fazer parte do ambiente eleitoral. A oposição tenta associar o desgaste institucional ao governo federal, enquanto Lula procura evitar que a crise se transforme em perda de apoio entre eleitores de centro.
O cenário mineiro acompanha a tendência de forte equilíbrio nacional. Na pesquisa Quaest nacional mais recente, Lula e Flávio aparecem empatados em 41% a 41% em um eventual segundo turno.
Com a eleição se aproximando, Minas Gerais volta a ocupar posição central na estratégia dos dois lados. Para a campanha de Lula, recuperar terreno no estado passou a ser uma prioridade diante do avanço do adversário e da crescente disputa pelo eleitor independente.
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