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Celebrado em 25 de maio, o Dia Internacional da Tireoide reforça a importância da atenção à saúde hormonal, especialmente entre as mulheres. Apesar de pequena, a glândula desempenha funções essenciais para o equilíbrio do organismo, já que produz hormônios responsáveis por regular o metabolismo, o humor, a fertilidade e o funcionamento de diversos órgãos.

Além disso, alterações na tireoide costumam surgir de forma silenciosa e, muitas vezes, passam despercebidas. Sintomas como cansaço excessivo, mudanças de peso, ansiedade, queda de cabelo e alterações no sono podem indicar disfunções hormonais, como hipotireoidismo e hipertireoidismo.

De acordo com a endocrinologista Hanna Andrade, preceptora da Clínica Integrada de Saúde (CIS) da Universidade Salvador (UNIFACS), o acompanhamento médico faz diferença na prevenção e no controle dessas doenças.

“Cuidar da saúde hormonal é cuidar da qualidade de vida. A atenção à tireoide é um passo essencial para garantir mais saúde, energia e bem-estar ao longo de toda a vida da mulher”, afirma a especialista.

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Impactos durante a gestação

A gravidez está entre os períodos que exigem maior atenção à tireoide. Isso porque os hormônios produzidos pela glândula participam diretamente do desenvolvimento saudável do bebê, principalmente no primeiro trimestre da gestação.

Quando não recebem diagnóstico e tratamento adequados, disfunções tireoidianas podem aumentar o risco de complicações, como parto prematuro e prejuízos ao desenvolvimento neurológico da criança.

Segundo Hanna Andrade, o ideal é que o acompanhamento aconteça ainda no planejamento da gravidez.

“Os hormônios da tireoide são essenciais para o desenvolvimento saudável do bebê, principalmente no primeiro trimestre, quando ele ainda depende totalmente da mãe. Por isso, o diagnóstico precoce e o controle adequado fazem toda a diferença”, explica.

Sintomas podem ser confundidos com a menopausa

Outra fase que demanda atenção é a menopausa. Nesse período, as intensas alterações hormonais podem apresentar sintomas semelhantes aos das doenças da tireoide, o que dificulta a identificação correta do problema.

Entre os sinais mais comuns estão fadiga, alterações de peso, irritabilidade, ansiedade, insônia e queda de cabelo. Por isso, especialistas alertam para a importância de não normalizar sintomas persistentes.

O grande desafio é não associar todas as mudanças apenas à menopausa. Muitas mulheres deixam de investigar alterações hormonais importantes, que têm tratamento e podem melhorar significativamente a qualidade de vida”, alerta a endocrinologista.

Diagnóstico precoce favorece qualidade de vida

Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia mostram que as doenças da tireoide atingem principalmente as mulheres, sobretudo após os 35 anos, e se tornam mais frequentes com o envelhecimento.

Dessa forma, a realização de exames periódicos e a atenção aos sinais do corpo contribuem para o diagnóstico precoce e para um tratamento mais eficaz. Na maioria dos casos, o controle das disfunções inclui reposição hormonal ou medicamentos específicos.

“Com acompanhamento adequado, é possível manter o equilíbrio hormonal, emocional e o bem-estar ao longo dos anos”, finaliza Hanna Andrade.

Fonte: clique aqui.

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