O ex-CEO da Fórmula 1 Bernie Ecclestone, de 95 anos, foi detido nesta segunda-feira (7) no Aeródromo de Tires, em Cascais, Portugal, depois que uma espingarda foi encontrada em seu jato particular. Segundo informações da imprensa portuguesa, a arma foi localizada durante uma fiscalização realizada após o pouso da aeronave, que havia partido da Suíça.
Ecclestone confirmou que transportava a arma e afirmou que pretendia utilizá-la em uma atividade de tiro ao prato. Em entrevista à Reuters, o ex-dirigente explicou que levou a espingarda da Suíça para Portugal para participar de uma exibição relacionada à modalidade.
O britânico também reconheceu que não tinha consigo a documentação necessária para a entrada da arma no país. Entre os documentos exigidos está o chamado “livreto azul”, utilizado no transporte internacional de armas.
Mulher de Ecclestone levou arma às autoridades
Após a abordagem no aeroporto, Fabiana Flosi, mulher de Ecclestone, foi a Lisboa para tratar da situação envolvendo a espingarda. De acordo com o relato do empresário, a intenção era entregar o armamento às autoridades ou regularizar sua entrada em Portugal, conforme a orientação recebida.
Ecclestone permaneceu em Portugal enquanto o caso era resolvido. A imprensa portuguesa informou que a ocorrência foi registrada após uma fiscalização de rotina no Aeródromo de Tires.
Até o momento, as informações disponíveis indicam que o caso está relacionado à posse e ao transporte da arma sem a documentação exigida. A situação jurídica definitiva do ex-dirigente ainda dependia das providências das autoridades portuguesas.
Ex-chefe da Fórmula 1 já havia sido detido no Brasil
O episódio em Portugal ocorre quatro anos depois de uma situação semelhante envolvendo Ecclestone no Brasil. Em maio de 2022, ele foi detido no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), depois que uma pistola calibre 32, da marca LW Seecamp, foi encontrada em sua bagagem durante uma inspeção por raio X.
A arma estava sem carregador e sem munição e não tinha a documentação regular exigida para o porte. Ecclestone foi levado à Delegacia de Atendimento ao Turista instalada no aeroporto e liberado depois do pagamento de fiança de R$ 6.060.
Na ocasião, o ex-dirigente afirmou que não sabia que a pistola estava em sua bagagem. A arma acabou apreendida pelas autoridades brasileiras, e ele seguiu viagem para a Suíça depois de ser colocado em liberdade provisória.
Ecclestone mantém ligação com o Brasil
Além da relação com o automobilismo brasileiro, Ecclestone mantém vínculos pessoais e patrimoniais com o país. Ele é proprietário de uma fazenda em Amparo, no interior de São Paulo, onde desenvolve atividade ligada à produção de café.
O britânico comandou a Fórmula 1 durante décadas e deixou a posição de principal dirigente da categoria em 2017. Atualmente, divide sua rotina entre propriedades na Europa, incluindo uma residência em Cascais.
O novo episódio em Portugal voltou a colocar o nome do ex-dirigente no noticiário internacional, desta vez por causa do transporte de uma arma sem a documentação exigida para sua entrada no país.
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