O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou neste domingo (10) para os riscos envolvendo a decisão dos Estados Unidos de não impor quarentena obrigatória aos cidadãos evacuados do navio de cruzeiro Hondius, atingido por um surto de hantavírus.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva na ilha espanhola de Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde passageiros e tripulantes começaram a desembarcar para processos de repatriação e monitoramento sanitário.
Segundo Tedros, a medida anunciada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) pode representar riscos diante do cenário epidemiológico envolvendo a embarcação.
“Isso pode envolver riscos”, afirmou o diretor da OMS ao comentar a decisão americana de não determinar isolamento obrigatório para todos os passageiros evacuados.
O cruzeiro Hondius virou alvo de atenção internacional após a confirmação de casos de hantavírus a bordo. Até o momento, autoridades sanitárias registraram mortes e múltiplos casos suspeitos ligados ao surto.
A operação de desembarque em Tenerife ocorre sob protocolos sanitários reforçados. Passageiros passam por avaliações médicas antes de seguirem para voos organizados pelos respectivos países de origem.
A OMS acompanha diretamente a situação e informou que o risco para a população local segue considerado baixo, embora autoridades mantenham monitoramento preventivo diante da possibilidade de transmissão da cepa identificada no navio.
O hantavírus é tradicionalmente associado ao contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. No entanto, especialistas investigam a possibilidade de transmissão entre pessoas envolvendo a variante detectada no cruzeiro.
O episódio mobilizou governos e órgãos internacionais de saúde nas últimas semanas. Outros países também monitoram passageiros que tiveram contato com ocupantes da embarcação durante a viagem.
As autoridades sanitárias espanholas mantêm acompanhamento contínuo da operação de desembarque e reforçaram os protocolos de vigilância epidemiológica no arquipélago das Canárias.
Fonte: Clique aqui
Créditos do autor:


































