O agronegócio brasileiro voltou a chamar atenção mundial com a venda de Donna FIV CIAV, agora oficialmente a vaca mais valiosa do planeta. A fêmea da raça Nelore teve 25% de seus direitos comerciais vendidos por R$ 13,5 milhões em um leilão realizado em Foz do Iguaçu, o que projeta seu valor total para impressionantes R$ 54 milhões.
A negociação milionária faz Donna ultrapassar um recorde que vinha de dentro da própria linhagem. Sua mãe, Parla FIV AJJ, havia alcançado R$ 27 milhões em maio, reinando como a mais valiosa do mundo por apenas seis meses até ser desbancada pela filha, feito que reforça a força genética da linhagem no mercado.
O novo percentual da vaca foi arrematado por um consórcio formado pelos criatórios Nelore Huff e Nelore Traia Veia, que passam a dividir a propriedade com Casa Branca Agropastoril, Agropecuária Mata Velha e Nelore LMC, donos dos 75% restantes.
Donna, hoje com 10 anos, é considerada por especialistas uma das matrizes mais completas da raça. O motivo não está apenas no pedigree. A vaca se transformou em um verdadeiro ativo financeiro: nos últimos 90 dias, faturou mais de R$ 10 milhões com vendas de prenhezes, direitos sobre bezerros ainda no útero, e de aspirações, que permitem a coleta de óvulos para fertilizações in vitro.
Segundo Lucas Moura, da Nelore LMC, condomínio que integra a propriedade do animal, Donna já gerou mais de R$ 20 milhões em faturamento desde sua entrada no grupo há cerca de um ano e meio. “Ela é um ativo de investimento que gera muito retorno”, afirma o criador.
A escalada de preços de exemplares de elite reforça a consolidação do Brasil como potência genética do Nelore. Antes de Donna assumir o topo, o ranking das vacas mais valiosas do mundo incluía:
Parla FIV AJJ – R$ 27 milhões
Carina FIV do Kado – R$ 24 milhões
Viatina-19 FIV da Mara Móveis – R$ 21,5 milhões
Com a nova marca, o setor celebra um símbolo da alta performance genética e da força econômica do agronegócio brasileiro, onde investimentos milionários se tornaram parte do jogo.
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