A Colômbia realiza neste domingo (21) o segundo turno das eleições presidenciais, em uma disputa que definirá o sucessor de Gustavo Petro e poderá redefinir os rumos políticos, econômicos e da segurança pública do país. Mais de 41 milhões de eleitores estão aptos a votar dentro e fora do território colombiano.

O confronto reúne o advogado e empresário Abelardo De La Espriella (Defensores da Pátria), representante da direita, e o senador Iván Cepeda (Pacto Histórico), principal nome da esquerda e aliado do presidente Gustavo Petro. No primeiro turno, De La Espriella terminou na liderança com 43,7% dos votos, enquanto Cepeda alcançou 40,9%, levando a decisão para a etapa final da disputa.

A campanha foi dominada por temas como combate à criminalidade, crescimento econômico, controle dos gastos públicos e enfrentamento dos grupos armados ilegais. De La Espriella defende uma política de segurança inspirada no modelo adotado por Nayib Bukele, em El Salvador, prometendo endurecer o combate às organizações criminosas, ampliar a presença militar e estimular investimentos privados.

Já Iván Cepeda propõe dar continuidade às políticas implementadas pelo governo Petro, especialmente o programa de “paz total”, baseado em negociações com grupos armados. O senador também promete ampliar programas sociais, fortalecer a proteção aos direitos humanos, reduzir a desigualdade e aprofundar reformas voltadas para distribuição de renda e inclusão social.

Além das diferenças ideológicas, o novo presidente herdará um cenário econômico desafiador. A Colômbia enfrenta desaceleração do crescimento, investimento privado abaixo dos níveis registrados antes da pandemia, aumento da dívida pública e dificuldades para cumprir metas fiscais, fatores que deverão limitar a capacidade de implementação de novas políticas públicas.

Na área da segurança, especialistas apontam que o próximo governo terá como um dos principais desafios recuperar o controle de regiões dominadas por organizações criminosas ligadas ao narcotráfico, à mineração ilegal e às dissidências de antigos grupos guerrilheiros. Relatórios recentes indicam crescimento significativo do número de integrantes desses grupos nos últimos anos.

O processo eleitoral também ocorre sob forte atenção institucional. Após questionamentos sobre a apuração do primeiro turno, autoridades eleitorais colombianas e observadores internacionais reafirmaram a transparência do sistema de votação e garantiram que todas as etapas da eleição contam com mecanismos de fiscalização e auditoria. A expectativa é que os resultados sejam conhecidos poucas horas após o encerramento da votação.

Segundo a Reuters, pesquisas divulgadas nos últimos dias indicavam vantagem de Abelardo De La Espriella na reta final da campanha, embora analistas considerem que o comparecimento dos eleitores será determinante para definir o próximo presidente da Colômbia.

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