Os bastidores do governo da Bahia registram novos sinais de desconforto envolvendo a ocupação de cargos na estrutura estadual. Lideranças políticas ligadas ao ex-governador e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) aguardam nomeações que, apesar de já terem sido indicadas, ainda não foram oficializadas pelo Palácio de Ondina.

De acordo com informações que circulam entre integrantes da base governista, o secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, recebeu uma extensa relação de nomes encaminhados por Rui Costa para ocupar espaços na administração estadual. Entre os indicados estariam ex-prefeitos e lideranças políticas do interior baiano que não foram contemplados nos primeiros anos da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Esses políticos indicados por Rui, em troca dos cargos, apoiariam sua pré-campanha para o Senado.

A expectativa era de que as nomeações fossem publicadas nas últimas semanas, especialmente após a intensificação das articulações políticas visando o fortalecimento da base aliada para as eleições de outubro. No entanto, até o momento, os nomes não foram publicados no Diário Oficial do estado.

Nos corredores do Centro Administrativo da Bahia (CAB), diferentes versões tentam explicar a demora. Uma delas aponta possíveis divergências internas sobre a distribuição dos espaços políticos. Outra versão atribui o atraso a entraves administrativos envolvendo a Secretaria de Relações Institucionais (Serin) e setores responsáveis pela definição final dos cargos.

O assunto tem gerado inquietação entre lideranças do interior, sobretudo entre ex-prefeitos que foram procurados pelo grupo de Rui Costa nos últimos meses para participarem da estrutura do governo estadual.

Além das discussões envolvendo as nomeações, também circulam informações de que a Embasa poderá ampliar significativamente o número de cargos especiais destinados à acomodação política. Nos bastidores, comenta-se que a estatal baiana poderá absorver parte dos indicados por essas lideranças do interior.

Embora não haja confirmação oficial sobre a quantidade de vagas ou sobre os nomes que serão contemplados, interlocutores da base governista avaliam que a definição dessas nomeações seria a estratégia mais comum para angariar apoios.

Até o momento, nem a Serin nem o governo Jerônimo se manifestaram oficialmente sobre o andamento das indicações ou sobre eventuais mudanças na estrutura administrativa para acomodar possíveis aliados.

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