O governo do Irã afirmou nesta noite de quarta-feira (8) que pontos centrais de uma proposta de cessar-fogo com os Estados Unidos foram violados antes mesmo do início formal das negociações, ampliando a tensão diplomática entre os dois países.

Segundo o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, três cláusulas do plano de dez pontos apresentado por Teerã teriam sido desrespeitadas. Entre elas, o descumprimento de um apelo por cessar-fogo no Líbano, a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano e a não aceitação do direito do país ao enriquecimento de urânio.

Diante desse cenário, Ghalibaf declarou que não há condições para avanço nas tratativas. “Nessa situação, um cessar-fogo bilateral ou negociações são inviáveis”, afirmou.

Do lado americano, a Casa Branca foi procurada, mas não detalhou uma resposta oficial até o momento. Um representante dos EUA, no entanto, disse que não houve ataques militares contra o Irã desde o início do cessar-fogo. O governo americano também sustenta que o Líbano não faz parte do acordo e reforça que o programa de enriquecimento de urânio iraniano deve ser interrompido.

A crise ganhou novos contornos com declarações do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. Ele afirmou que os termos do cessar-fogo são claros e que os Estados Unidos precisam escolher entre manter a trégua ou continuar o conflito de forma indireta.

“O mundo está observando se eles cumprirão seus compromissos”, disse o chanceler, ao criticar também ações militares atribuídas a Israel no território libanês.

Em meio à escalada, a Guarda Revolucionária Islâmica alertou que poderá reagir caso os ataques ao Líbano continuem, sinalizando risco de ampliação do conflito na região.

Fonte: Clique aqui

Créditos do autor: