Fala de Uczai contrasta com posição de integrantes do governo, que rejeitam compensações tributárias e resistem a benefícios a empresas

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou nesta 4ª feira (13.mai.2026) que o governo avalia oferecer compensações não tributárias, como crédito de curto prazo, a setores mais impactados pelo fim da escala 6 X 1, sobretudo microempreendedores.

Segundo o deputado, a proposta em discussão estabelece como ponto de partida a redução imediata da carga semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salário e com 2 dias de descanso consecutivos, preferencialmente aos fins de semana. “Esse é o piso para a negociação”, declarou a jornalistas.

Uczai criticou a possibilidade de uma transição gradual para o fim da escala 6 X 1. Para ele, adiar a mudança manteria a sobrecarga dos trabalhadores. “Fazer transição daqui a 2 anos, com o povo exausto agora, seria criar um estelionato eleitoral”, disse.

O petista afirmou que as compensações em debate não passam por desoneração da folha de pagamento. Segundo ele, o governo “caminha mais na direção de crédito”  direcionado a setores específicos que possam ser mais afetados pela mudança.

A declaração expõe divergências dentro do próprio governo. O presidente da comissão especial que analisa o tema, o deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que não há previsão de compensação aos empresários com o fim da escala 6 x 1. Apenas disse que a negociação coletiva e um período de transição maior poderiam ser estudados para empresas menores.

Na mesma linha, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já declarou que o governo não considera adequado criar novos incentivos tributários para compensar as empresas. Segundo ele, “não cabe dizer que o Estado tem que indenizar o empresário”, embora tenha admitido a possibilidade de discutir transições para setores específicos.

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