A disputa pela Presidência do Peru continua marcada por incertezas e por uma diferença mínima entre os candidatos. A conservadora Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, rejeitou neste sábado (13) a proposta de recontagem total dos votos apresentada por seu adversário, Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, defendendo que eventuais questionamentos sejam analisados dentro dos procedimentos previstos pela legislação eleitoral peruana.
Sánchez havia sugerido que ambos os candidatos solicitassem conjuntamente uma revisão ampla e exaustiva do processo eleitoral, com acompanhamento de observadores internacionais. Segundo o candidato de esquerda, a medida ajudaria a reforçar a legitimidade do resultado diante da estreita diferença registrada na apuração.
Ao responder à proposta, Keiko afirmou que os pedidos de anulação ou revisão precisam cumprir os requisitos formais estabelecidos pela lei. Ela também respaldou decisões de órgãos eleitorais que rejeitaram solicitações apresentadas pelo Juntos pelo Peru para invalidar milhares de mesas de votação no Peru e no exterior.
A eleição presidencial peruana segue sem definição oficial quase uma semana após o segundo turno. Dados divulgados pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) mostram uma disputa voto a voto. As atualizações mais recentes apontam Keiko Fujimori com uma vantagem estreita sobre Roberto Sánchez, em um universo superior a 18 milhões de votos válidos. A diferença tem variado ao longo da contagem e permanece sujeita à análise de atas observadas e recursos apresentados às autoridades eleitorais.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000 e foi posteriormente condenado por casos de corrupção e violações de direitos humanos, Keiko tenta chegar à Presidência pela quarta vez. Já Roberto Sánchez, ex-ministro e líder da coalizão de esquerda Juntos pelo Peru, tem sua base eleitoral concentrada principalmente em regiões rurais e no interior do país.
O resultado definitivo dependerá da avaliação das atas observadas pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE) e do julgamento dos recursos protocolados pelas campanhas. Até a proclamação oficial do vencedor, o cenário político peruano permanece em compasso de espera, com expectativa de que o próximo presidente tome posse em 28 de julho.
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