O instituto Datafolha inicia nesta semana uma nova rodada de pesquisas sobre a sucessão presidencial de 2026, em um momento considerado decisivo para o cenário político nacional. As entrevistas serão realizadas entre quarta-feira e sexta-feira, com divulgação prevista para o dia 19, e devem oferecer um retrato atualizado da disputa pelo Palácio do Planalto.

Encomendado pela Folha da Manhã, empresa responsável pela Folha de S.Paulo, o levantamento ouvirá presencialmente 2.004 eleitores em diversas regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

A expectativa do mercado político é que a pesquisa ajude a esclarecer se o presidente Lula da Silva (PT) mantém a trajetória de crescimento observada em levantamentos recentes e se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua enfrentando oscilações negativas na intenção de voto.

O questionário começará com a tradicional pergunta espontânea sobre a escolha para presidente da República. Em seguida, os entrevistados serão apresentados a uma lista de possíveis candidatos, incluindo Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Ciro Gomes (PSDB), Joaquim Barbosa (DC), Aécio Neves (PSDB), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Samira Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Cabo Daciolo (Mobiliza).

Entre as novidades desta rodada estão a inclusão dos nomes do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não aparece entre os candidatos testados no cenário principal, embora continue sendo avaliada em simulações de segundo turno.

Além da intenção de voto, o Datafolha medirá o índice de rejeição dos pré-candidatos, indicador considerado estratégico pelas campanhas por apontar o potencial de crescimento ou limitação de cada postulante.

O levantamento também apresentará cenários de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula e Michelle Bolsonaro, Lula e Ronaldo Caiado, além de Lula e Romeu Zema. A comparação com pesquisas anteriores será inevitável, especialmente após os resultados divulgados pelo próprio Datafolha em maio.

Na rodada mais recente do instituto, divulgada em 22 de maio, Lula apareceu com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrou 43%. O resultado representou uma ampliação da vantagem do presidente em relação à pesquisa anterior, quando ambos apareciam empatados com 45%.

O instituto também pretende avaliar temas que podem influenciar a campanha presidencial, como a aprovação do governo federal, a percepção dos brasileiros sobre a economia, a influência de apoios internacionais nas eleições e a repercussão de medidas adotadas pelos Estados Unidos relacionadas ao combate ao crime organizado transnacional.

Nos bastidores de Brasília, dirigentes partidários acompanham com atenção os números que serão divulgados. O resultado poderá influenciar estratégias eleitorais, negociações de alianças e decisões sobre candidaturas em um cenário que segue marcado pela polarização entre lulismo e bolsonarismo.

Com mais de um ano até a eleição, a nova pesquisa do Datafolha é vista como um dos principais termômetros da disputa presidencial e poderá indicar se as tendências observadas nas últimas semanas representam uma consolidação do quadro eleitoral ou apenas oscilações momentâneas do eleitorado.

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