Atual chefe do Conselhão, petista assume a Secretaria de Relações Institucionais após saída de Gleisi, que disputará o Senado pelo Paraná

O presidente Lula da Silva (PT) definiu o nome de Olavo Noleto Alves para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta responsável pela articulação política do governo federal. Ele substituirá a ministra Gleisi Hoffmann (PT), que deixará o cargo no dia 20 de março para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.

A escolha de Noleto já vinha sendo tratada como tendência dentro do Palácio do Planalto e foi confirmada após interlocutores do governo indicarem que Lula optou por um nome de confiança, com histórico interno no PT e passagem recente pela própria SRI.

Atualmente à frente do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, Olavo Noleto retorna à pasta onde já atuou como secretário-executivo entre 2023 e 2024, período em que a SRI era comandada por Alexandre Padilha, hoje ministro da Saúde. Com a saída de Padilha, Noleto foi deslocado para o órgão consultivo criado por Lula para dialogar com setores da sociedade civil.

Perfil político e trajetória no PT

Filiado ao Partido dos Trabalhadores, Olavo Noleto é goiano e completa 52 anos em fevereiro. Ele é formado em marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Gestão Pública pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Goiás. Sua trajetória política inclui participação no Diretório Nacional do PT, especialmente durante o período em que Gleisi Hoffmann presidiu a legenda, fase marcada por forte turbulência política, escândalos da Lava Jato, a prisão de Lula e a derrota eleitoral de 2018.

Noleto também acumulou experiências administrativas fora do governo federal. Atuou nas prefeituras de Aparecida de Goiânia (GO), entre 2018 e 2019, e de Maricá (RJ), de 2019 a 2022, além de ter ocupado cargo de ministro interino da Secretaria de Comunicação Social durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Transição estratégica no Planalto

A troca no comando da SRI ocorre em um momento sensível para o governo, com o avanço das articulações eleitorais e a necessidade de manter a base aliada coesa no Congresso Nacional. A saída de Gleisi, uma das figuras mais influentes do PT, abre espaço para um perfil mais técnico, porém profundamente alinhado ao núcleo político do presidente Lula.

Com Olavo Noleto, o Planalto aposta em continuidade, lealdade partidária e conhecimento interno da máquina pública, buscando preservar o controle da articulação política em um cenário de crescente pressão eleitoral e disputas dentro da base governista.

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