Instituição, que deve ser inaugurada em junho, terá sede em Brasília, 10 cursos de graduação e 2.800 vagas para alunos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou sem vetos, nesta 5ª feira (28.mai.2026), a criação da 1ª Universidade Federal Indígena do Brasil. A instituição, que deve ser inaugurada de 15 a 19 de junho, terá sede em Brasília, no antigo prédio da Universidade dos Correios. 

Inicialmente, a Unind terá 10 cursos de graduação, 2.800 vagas para alunos, 366 docentes e 383 técnicos. A instituição oferecerá formação nos níveis de graduação e pós-graduação baseada em um modelo educacional que fortalece identidades e saberes tradicionais.

 

O projeto de lei foi de autoria do governo Lula, anunciado em novembro de 2025, juntamente à Universidade do Esporte –ainda não sancionada.

A instituição terá cursos nas áreas de formação de professores, gestão educacional, saúde indígena e gestão territorial e ambiental.

Na cerimônia, Lula afirmou que o diploma garante que o Brasil está preparando “cidadãos de 1ª linha”. Declarou que “todo mundo tem direito ao conhecimento”. O presidente também disse que a universidade devolve aos povos indígenas “aquilo que nunca deveria ter sido tirado” deles. 

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, definiu a instituição como “o grande legado do presidente Lula para os povos indígenas e para o Brasil”

A CRIAÇÃO DA UNIVERSIDADE

Em 2024, foram realizados mais de 20 seminários junto aos povos indígenas em todas as regiões do Brasil para iniciar os estudos da criação da universidade. Em 2025, o grupo de trabalho definiu Brasília como sede da instituição –outros campi estão previstos em várias regiões para atender às necessidades dos povos indígenas.

O projeto de lei que cria a Unind foi aprovado pela Câmara em fevereiro de 2026. No Senado, o PL foi aprovado em maio deste ano. 

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