A banda norte-americana The Strokes publicou em sua conta oficial do Instagram uma arte com a estética indie em apoio à reeleição do presidente Lula (PT). A imagem traz uma fotografia histórica do presidente discursando diante de uma multidão, acompanhada por uma estrela vermelha e pelo nome do candidato, com um desenho que remete aos cartazes políticos dos anos 1960. A publicação foi embalada pela faixa “Oblivius (Moretti Remix)”, produzida pelo baterista do grupo, o carioca Fabrizio Moretti.
Apenas três horas depois, a publicação já contava com mais de 172 mil curtidas e 22 mil comentários, entre eles, um do perfil oficial de Lula: “Companheiros do The Strokes, o povo brasileiro sabe de que lado estamos. Estamos do lado da democracia, do trabalhador e da esperança. Bora, gente”.
Não é de hoje que o grupo nova-iorquino posiciona-se politicamente, e essa postagem demonstra que o mundo está de olho nas eleições presidenciais do Brasil. Em abril deste ano, durante a apresentação no festival Coachella, os músicos protestaram no palco contra as ações dos Estados Unidos e Israel. O vocalista Julian Casablancas é conhecido por suas posições políticas progressistas, e sua gravadora independente, a Cult Records, frequentemente engaja-se em causas sociais e políticas.
A manifestação pública antecede o retorno do The Strokes ao Brasil. O grupo será uma das atrações principais do festival Primavera Sound São Paulo 2026, agendado para os dias 5 e 6 de dezembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
O apoio dos Strokes aconteceu apenas um dia após o pronunciamento do guitarrista Tom Morello, renomado por sua atuação nos grupos Rage Against the Machine, Audioslave e Prophets of Rage. Conhecido por uma carreira dedicada à crítica ao capitalismo, ao autoritarismo e à defesa dos direitos trabalhistas e ambientais, Morello divulgou um vídeo onde define a eleição brasileira como uma batalha de linha de frente contra o fascismo e a oligarquia.
O movimento ganha reforço com manifestações de outros nomes da música internacional, como o baterista brasileiro Eloy Casagrande, da banda norte-americana de nu metal Slipknot, e o vocalista Oliver Sykes, da banda de rock britânica Bring Me the Horizon.
Casagrande, que também já foi baterista da Sepultura, usou suas redes sociais para se posicionar de forma contundente contra o Clã Bolsonaro. Na postagem ele recordou a postura irresponsável do pai de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, durante a pandemia da Covid-19, e afirmou que a disputa eleitoral deste ano ultrapassa divergências políticas para tratar de “decência e respeito ao próximo”, em seguida cravou a frase “família Bolsonaro, nunca mais”.
Já o cantor britânico Oliver Sykes tem forte ligação com o Brasil, é casado com a cantora e modelo brasileira Alissic, tem uma propriedade no litoral paulista e até CPF. Ele compartilhou em suas redes um manifesto do fã-clube da banda focado na defesa dos direitos trabalhistas, da agenda LGBTQIA+ e do fortalecimento da democracia, acompanhado de um apelo aos eleitores brasileiros: “Por favor, Brasil, escolha o amor, não o ódio”.
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Créditos do autor: Gabriel Andrade
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

































