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Muita gente associa o excesso de gordura corporal apenas à aparência. No entanto, o maior perigo pode estar justamente na gordura que não é visível. Isso porque gordura visceral se acumula entre os órgãos internos. Ela aumenta o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas, mesmo em pessoas que não aparentam estar acima do peso.

De acordo com o profissional de Educação Física Luiz Fernando Lukas, esse tipo de gordura merece atenção porque permanece silenciosa durante anos. “Mesmo em pessoas que não aparentam estar acima do peso, ela pode estar presente em excesso e aumentar o risco de infarto, AVC, diabetes tipo 2, hipertensão arterial e alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos”, explica.

O que é a gordura visceral?

A gordura visceral fica localizada principalmente na cavidade abdominal. Ela envolve órgãos como fígado, estômago, intestinos e pâncreas. Em quantidades adequadas, protege essas estruturas e contribui para o funcionamento do organismo. Porém, quando se acumula em excesso, favorece o desenvolvimento de diversas doenças.

Segundo Luiz Fernando Lukas, esse tipo de gordura libera substâncias inflamatórias que prejudicam o metabolismo e comprometem a saúde cardiovascular. Por isso, controlar seu acúmulo vai muito além da questão estética.

Imagem: Magnific

Como identificar o risco

Uma forma simples de avaliar o risco é medir a circunferência abdominal com uma fita métrica posicionada na altura da cintura.

De forma geral, a recomendação é que a medida permaneça abaixo de 80 centímetros nas mulheres e de 94 centímetros nos homens. Valores acima desses limites indicam maior risco cardiovascular e justificam uma avaliação médica para investigar possíveis alterações.

Embora essa medida seja um bom indicador, ela não substitui exames e a avaliação de um profissional de saúde.

Atividade física é a principal aliada

Para Luiz Fernando Lukas, pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força, a estratégia mais eficaz para reduzir a gordura visceral envolve mudanças consistentes no estilo de vida.

“A prática regular de atividade física, combinando exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo ou natação, com exercícios de fortalecimento muscular, costuma proporcionar os melhores resultados. Também é fundamental manter uma alimentação equilibrada, rica em legumes, verduras, frutas, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, reduzindo o consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, doces e excesso de gorduras saturadas”, orienta o personal trainer.

Além dos exercícios, outros hábitos fazem diferença. Dormir bem, controlar o estresse, evitar o tabagismo e limitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir a gordura visceral e, consequentemente, diminuem os riscos para o coração e para o metabolismo.

Adotar essas mudanças de forma contínua melhora a qualidade de vida e contribui para a prevenção de doenças que, muitas vezes, se desenvolvem sem apresentar sintomas nos estágios iniciais.

Fonte: clique aqui.

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