O prefeito afastado de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), está no centro de uma nova crise política. A Polícia Federal o aponta como líder de uma organização criminosa e beneficiário direto de um esquema de corrupção que teria operado dentro da própria administração municipal. Conhecido nas redes sociais como o “prefeito TikToker”, Manga foi afastado do cargo por 180 dias por decisão judicial.
Segundo relatório da PF, o grupo comandado pelo prefeito teria iniciado suas atividades ilícitas em 2021, logo após ele assumir o cargo. As investigações apontam para crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, com uso de contratos fictícios de publicidade para dar aparência de legalidade a recursos de origem ilícita.
“O investigado Rodrigo Manga é o líder do grupo criminoso e principal beneficiário das práticas delitivas em andamento. Sua suspensão é essencial para interromper os crimes dentro da administração pública de Sorocaba”, destaca trecho do relatório.
Entre as empresas citadas está a 2M Comunicação e Assessoria, de Sirlange Rodrigues Frate, esposa do prefeito. O documento menciona ainda contratos com a Sim Park Estacionamento, de Marco Silva Mott, e com a Igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus, administrada por Josivaldo de Souza — cunhado de Manga — e Simone Rodrigues Frate Souza, irmã de Sirlange.
A PF afirma que tais contratos “não passavam de ficção”, sendo usados como estratagema para reintroduzir dinheiro ilícito na economia formal. O esquema, segundo os investigadores, estaria diretamente vinculado ao exercício do cargo de prefeito e teria movimentado valores vultosos.
Defesa reage e fala em investigação “nula”
Em nota, a defesa de Rodrigo Manga afirmou que a investigação é “completamente nula”, alegando que foi iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade incompetente.
A defesa de Sirlange Rodrigues Frate Maganhato declarou que todas as operações financeiras foram lícitas, devidamente documentadas e declaradas no Imposto de Renda.
Já os representantes de Josivaldo, Simone e da Igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus negaram qualquer participação em atividades ilícitas, alegando que todos os recursos estão declarados desde 2018. A defesa de Marco Silva Mott afirmou que ainda não teve acesso ao inquérito e só se manifestará após conhecer as provas.
Com o afastamento determinado pela Justiça, o caso coloca em xeque a imagem pública de Manga, que ganhou notoriedade nacional por sua forte presença nas redes sociais — agora, sob o peso de uma investigação que pode redefinir sua trajetória política.
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