A sessão da CPMI do INSS desta sexta-feira (27) foi marcada por um forte tumulto após o relator Alfredo Gaspar (PL-AL) resgatar uma declaração antiga do ministro do STF Luís Roberto Barroso contra Gilmar Mendes.

A provocação desencadeou uma troca de ofensas com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), elevando o nível de tensão e transformando o plenário em palco de confronto político.

Troca de insultos expõe clima de guerra

Durante a leitura do parecer final, Gaspar citou trecho em que Barroso classificava Gilmar Mendes como “uma mistura de mal com o atraso e pitadas de psicopatia”. A menção irritou parlamentares da base governista.

Lindbergh reagiu cobrando foco no relatório. “Isso é um relatório ou um circo?”, questionou. O embate rapidamente saiu do controle, com troca de insultos entre os dois parlamentares.

Diante do caos, o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), ameaçou retirar Lindbergh da sessão. A decisão, no entanto, foi revertida minutos depois.

Nos bastidores, o ministro Paulo Pimenta (PT-RS) atuou para conter a crise e evitar um agravamento do conflito dentro do colegiado.

STF entra no centro da disputa

A fala de Luís Roberto Barroso, originalmente feita em 2018 durante julgamento no Supremo, foi usada por Gaspar como resposta às críticas recentes de Gilmar Mendes à atuação da CPMI.

Na véspera, Gilmar havia criticado vazamentos de informações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, apontando irregularidades na condução das investigações.

Comissão perde foco 

O episódio reforça o cenário de desgaste da CPMI, que deveria se concentrar na apuração de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, mas acabou dominada por disputas políticas e ataques pessoais.

Nos bastidores, a avaliação é de que o colegiado entrou em rota de colisão não apenas entre governo e oposição, mas também com o Judiciário.

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