O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), declarou nesta 4ª feira (10.jun.2026) que as Forças Armadas do Irã estão em “completo caos”. A afirmação foi publicada em suas redes sociais depois de uma nova escalada militar entre Washington e Teerã no Oriente Médio.
“As Forças Armadas do Irã estão um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais –foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio MORREU!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora vão pagar o preço!!!”, escreveu Trump.
O presidente norte-americano não detalhou quais seriam as consequências mencionadas na publicação. A declaração foi feita um dia depois de os Estados Unidos anunciarem uma nova ofensiva contra alvos iranianos.
Segundo o governo dos EUA, a operação foi motivada pela queda de um helicóptero Apache próximo ao estreito de Ormuz. O Comando Central informou que cerca de 20 alvos iranianos foram atingidos durante uma ação que durou aproximadamente quatro horas.
Em resposta, a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) afirmou ter lançado mísseis e drones contra bases militares americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. O grupo disse que a ofensiva foi uma retaliação aos ataques realizados pelos Estados Unidos.
Ataques dificultam acordo de paz
A nova troca de ataques representa uma das maiores escaladas desde o cessar-fogo firmado entre os 2 países no início de abril. Os confrontos também aumentam as incertezas sobre as negociações para reabrir o estreito de Ormuz e encerrar o bloqueio americano aos portos iranianos.
Trump voltou a afirmar que um acordo de paz está próximo e disse que qualquer entendimento deve impedir o Irã de desenvolver armas nucleares. Teerã nega ter esse objetivo e condiciona um acordo ao fim das sanções internacionais, à liberação de ativos congelados e ao reconhecimento de seu controle sobre o estreito.
Apesar de rodadas de negociações indiretas mediadas pelo Paquistão e pelo Qatar, os 2 lados seguem distantes de um entendimento. Enquanto isso, o Irã mantém restrições à navegação no estreito de Ormuz e os Estados Unidos preservam o bloqueio aos portos iranianos.
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