O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), fez nesta sexta-feira (26) uma defesa pública do senador Jaques Wagner (PT), durante o primeiro evento em que ambos apareceram juntos desde a operação da Polícia Federal que investiga o parlamentar por suposto recebimento de vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master.

A manifestação ocorreu em Barreiras, no oeste baiano, durante a inauguração da ala de radioterapia do Hospital do Oeste e a assinatura da ordem de serviço para ampliação da unidade de saúde. Em discurso, Jerônimo afirmou acreditar na inocência de Wagner e classificou as investigações como uma perseguição política.

“Esse é o primeiro ato público com Wagner depois do que quiseram fazer com ele. Nós vamos mostrar, vamos provar que, se você tem um erro na vida, para eles, é o erro de cuidar de pobre e dedicar a sua vida a isso”, declarou o governador, que encerrou a fala afirmando que “a Bahia te ama, Wagner”, visivelmente emocionado.

Assista:

O apoio ocorre poucos dias após Jaques Wagner deixar a liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. Segundo Jerônimo, a decisão foi tomada em entendimento com o presidente da República.

“Anteontem, ele conversou com o nosso amigo Lula e se acertou com ele. Para além de um cargo de liderança, estão o Brasil e a Bahia”, afirmou.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de que Wagner teria recebido vantagens do empresário Augusto Lima, executivo ligado ao Banco Master, em troca de suposta atuação parlamentar favorável aos interesses da instituição financeira. Entre os benefícios investigados estão um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, repasses de aproximadamente R$ 3,5 milhões para uma empresa ligada ao enteado do senador, além da utilização de aeronaves particulares e ingressos para um show em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o senador afirmou que os pagamentos feitos pelo Banco Master à empresa da família podem, inclusive, superar os valores apontados pela investigação, mas sustentou que todos os recursos têm origem lícita e negou ter recebido qualquer quantia de forma pessoal ou como contrapartida por sua atuação no Senado.

O parlamentar também afirma que jamais praticou atos em benefício do Banco Master e que pretende demonstrar sua inocência durante o andamento das investigações.

A saída de Wagner da liderança do governo foi anunciada na última quarta-feira, após reunião com o presidente Lula da Silva (PT). O senador informou que a decisão ocorreu em comum acordo com o Palácio do Planalto, em meio ao avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Fonte: Clique aqui

Créditos do autor: