Levantamento do Datafolha mostra que só 19% afirmaram estar bem informados sobre o episódio; indicado de Lula recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários na votação do Senado

Pesquisa do Datafolha divulgada na 2ª feira (18.mai.2026) mostra que 59% dos brasileiros não ficaram sabendo da rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Corte, o advogado-geral da União foi barrado pelo Senado Federal em 29 de abril de 2026. 

O levantamento foi realizado entre 12 e 13 de maio de 2026. A empresa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00290/2026. Custou R$ 307.641,60 e foi pago com recursos próprios.

Do total de entrevistados, 41% declararam ter tomado conhecimento da rejeição. Destes, 19% afirmaram estar bem informados sobre o episódio. Outros 18% disseram estar mais ou menos informados. Só 4% se declararam mal informados.

A votação resultou em 42 senadores contrários à indicação. Messias recebeu 34 votos favoráveis. Seriam necessários 41 votos para aprovação.

Percepção sobre impacto no governo

Entre os entrevistados que souberam da rejeição, 53% afirmam que o episódio deixou o governo mais fraco. A margem de erro dessa parcela é de 3 pontos percentuais.

Outros 7% dizem que o governo ficou mais forte. Já 36% consideram que a rejeição não interferiu na força do governo. Outros 4% não opinaram.

O nível de conhecimento sobre a rejeição entre evangélicos é o mesmo da população em geral. Nesse segmento, 59% dizem não ter ficado sabendo da votação.

Entre eleitores de Lula, 61% não tomaram conhecimento da rejeição. Entre eleitores do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), essa taxa é de 50%. Entre quem diz que vai votar em branco, nulo ou em nenhum candidato nas eleições deste ano, esse índice chega a 72%.

Contexto da rejeição

Foi a primeira vez que o Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894. Naquele ano, 5 nomes escolhidos por Floriano Peixoto para o Tribunal foram barrados. Lula disse a aliados que pretende reenviar o nome de Messias para a vaga. A intenção é reafirmar que a escolha é uma prerrogativa do presidente da República.

Uma regra do Senado de 2010 impede que uma nova indicação do mesmo nome se dê ainda neste ano. Isso significa que pode haver uma briga judicial ou que o STF seguirá com um ministro a menos até 2027.

Está sobre a mesa a possibilidade de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trave a análise de uma nova indicação neste ano. Isso ocorreria mesmo num cenário em que Lula envie outro nome para a vaga.

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