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A Feira de Variedades que será realizada entre os dias 14 e 17 de maio, no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, reunirá pequenos empreendedores dos setores de artesanato, gastronomia, moda, costura criativa e economia criativa em meio a uma intensa programação cultural gratuita. O evento também reacende o debate sobre a realidade enfrentada pelos expositores das feiras de rua de Salvador, que cobram mais apoio do poder público diante dos altos custos para ocupação dos espaços públicos e da ausência de políticas voltadas para o setor.
As feiras de rua espalhadas por praças, largos e espaços públicos de Salvador têm se consolidado como importantes instrumentos de geração de renda, fortalecimento da economia criativa e valorização da cultura popular. Em meio ao aumento do desemprego e do empreendedorismo informal, centenas de pequenos expositores têm encontrado nesses eventos uma oportunidade de sustento, visibilidade e conexão direta com o público. Apesar da importância econômica, social e turística das feiras, organizadores e empreendedores reclamam da ausência de políticas públicas voltadas para o segmento e denunciam dificuldades relacionadas aos altos custos para realização das atividades.
Coordenadora de empreendedorismo da Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia (ACEB) e organizadora de feiras em Salvador há vários anos, Anne Cristina Nogueira afirma que o segmento enfrenta dificuldades crescentes para manter suas atividades. “É lamentável que a nossa cidade ainda não tenha efetivado políticas públicas voltadas para a organização dessas feiras, as quais têm crescido muito diante do alto índice de desemprego e do aumento do empreendedorismo. Em diversas cidades brasileiras, quem assume os custos das feiras de rua é a Prefeitura ou até o Governo do Estado”, declarou.
Ainda segundo Anne, em Salvador, além da ausência de apoio, houve cancelamentos recentes de feiras próximas ao Farol da Barra, o que gerou insatisfação entre os trabalhadores do setor. “Em nossa cidade, onde o turismo é forte, não temos nenhum tipo de apoio. Pelo contrário, recentemente, a Prefeitura simplesmente cancelou as feiras próximas ao Farol da Barra”, acrescentou.
Custos elevados – Os expositores também denunciam os altos valores cobrados pela utilização de espaços públicos e defendem a criação de políticas que garantam gratuidade para realização das feiras. Entre os custos enfrentados pelos organizadores estão locação de toldos, mesas, cadeiras, equipamentos de iluminação, sonorização e estrutura elétrica. Quando as feiras são canceladas pela Prefeitura ou registram baixa movimentação, os prejuízos econômicos podem comprometer diretamente a renda de dezenas de famílias.
“Por isso também o apoio do Poder Público é tão importante. Precisamos ampliar os espaços de diálogo sobre o gerenciamento de ocupação dos espaços públicos para que a gente consiga ter espaços de trabalho”, afirmou Anne Cristina. Ela destaca, ainda, que um dos objetivos do movimento é fomentar a criação de um Projeto de Lei que ajude os empreendedores, viabilizando feiras sem custo. “As feiras trazem benefícios reais para a cidade, fomentando inclusive o turismo, além da geração de emprego, renda, arte, cultura e entretenimento”, completou.
Programação cultural – A Feira de Variedades acontecerá sempre das 16h às 22h e contará com expositores de bijuterias, artesanato, gastronomia, crochê e diversos outros segmentos ligados à economia criativa. A expectativa dos organizadores é de grande movimentação durante os quatro dias de feira, impulsionada pela intensa programação cultural prevista para o local.
Na quinta-feira (14), às 19h, acontecerá o evento gratuito “Rock na Praça”, com apresentações das bandas Noite Vermelha e Mórbido Sistema, além de encontro de motociclistas no Largo da Mariquita. Já nos dias 16 e 17, o espaço receberá o projeto “Palco Universom”, com shows de U Tal do Xote, Nanotrix, Jairo Barboza, Seu Cupido, Wilsinho e Lobo do Arrocha. A programação ainda contará com rodas de capoeira, rodas de samba, bandas de forró e apresentações de axé music.
Para os pequenos empreendedores, a combinação entre cultura, lazer e comércio ajuda diretamente no escoamento dos produtos e no aumento das vendas. “A feira reúne pequenos empreendedores que aproveitam cada edição como uma grande oportunidade de gerar ou complementar a renda necessária para o sustento de suas famílias. Entre os expositores atuais, há mulheres desempregadas e aposentadas que são as únicas provedoras de suas casas. São guerreiras vencedoras que compartilham sua criatividade e disposição com o público que nos prestigia”, concluiu Anne Cristina.
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