O ex-ministro e ex-prefeito de Salvador Antônio Imbassahy avaliou que o ex-prefeito da capital baiana, ACM Neto (União Brasil), segue como a principal liderança da oposição na Bahia para a disputa pelo governo estadual em 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM.

Ao analisar o cenário político baiano, Imbassahy destacou a trajetória administrativa e a capacidade de articulação política de ACM Neto, mas ponderou que a oposição enfrentará uma disputa complexa diante da estrutura construída pelo Partido dos Trabalhadores ao longo de quase duas décadas no comando do Estado.

Segundo o ex-ministro do governo Michel Temer, a permanência do PT à frente do Executivo baiano consolidou uma ampla rede de apoio político e institucional, fator que, na sua avaliação, explica a confiança da legenda ao lançar uma chapa majoritária composta exclusivamente por nomes petistas.

“Inegavelmente, ACM Neto é o principal líder por sua capacidade, pela competência comprovada como prefeito de Salvador, pela experiência em Brasília e pela sua capacidade de articulação. Mas ele enfrenta uma parada dura, porque na Bahia o PT aprendeu a manejar os instrumentos da política”, afirmou.

Imbassahy observou ainda que a composição da chapa governista demonstra a confiança do grupo político na manutenção do comando do Estado. Para ele, a decisão foi resultado de cálculos eleitorais que indicam competitividade da base aliada.

“O PT não faria uma chapa puro sangue se não tivesse feito contas. A decisão reflete a avaliação de que existe uma perspectiva concreta de vitória, especialmente porque a Bahia é hoje o principal estado governado pelo partido no país”, acrescentou.

Atualmente, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) busca manter a hegemonia petista iniciada em 2007, período que teve como principais líderes os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa. Do outro lado, ACM Neto tenta liderar novamente o campo oposicionista após disputar o governo estadual em 2022.

Para Imbassahy, apesar da força da máquina administrativa e da estrutura política do grupo governista, a oposição permanece competitiva e tem condições reais de vencer a eleição.

Na avaliação do ex-ministro, o cenário eleitoral baiano apresenta equilíbrio entre situação e oposição, o que deve transformar a corrida pelo Palácio de Ondina em uma das mais acompanhadas do país.

“É uma eleição equilibrada. O PT tem força política e de governo, mas a oposição também reúne condições reais para conquistar a vitória”, concluiu.

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