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O aumento da expectativa de vida trouxe um novo desafio para a população: preservar a saúde do cérebro ao longo dos anos. De acordo com o IBGE, o Brasil já conta com mais de 35 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que reforça a importância de discutir formas de prevenir o declínio cognitivo e manter a qualidade de vida na terceira idade.

Embora o envelhecimento provoque mudanças naturais no organismo, isso não significa, necessariamente, perda de autonomia ou desenvolvimento de doenças como as demências. Segundo a médica geriatra Dra. Polianna Souza, cofundadora do canal Longidade, o cérebro continua capaz de criar novas conexões durante toda a vida.

“Quanto mais estimulamos essa capacidade por meio da atividade física, da alimentação equilibrada, do sono de qualidade e de desafios cognitivos, maiores são as chances de preservar memória, atenção e raciocínio”, afirma a especialista.

Imagem: Magnific

Esquecimentos fazem parte do envelhecimento?

Lembrar um nome com mais demora ou esquecer temporariamente onde deixou um objeto pode fazer parte do processo natural de envelhecimento. No entanto, alguns sinais merecem atenção.

De acordo com a Dra. Polianna Souza, é importante buscar avaliação médica quando as falhas de memória começam a interferir nas atividades cotidianas.

“O que merece investigação é quando essas falhas passam a comprometer tarefas do dia a dia, como administrar as finanças, acompanhar uma conversa ou se orientar em lugares conhecidos”, explica.

Por isso, observar a frequência e o impacto desses episódios é fundamental para diferenciar alterações esperadas da idade de possíveis doenças neurológicas.

Manter o cérebro ativo vai além de jogos de memória

Para o especialista em neurocomunicação Jotta Junior, também cofundador do canal Longidade, estimular o cérebro não se resume a fazer palavras cruzadas ou exercícios de lógica.

“Conversar, ensinar, aprender algo novo, ler, escrever ou até contar histórias estimulam diferentes áreas cerebrais ao mesmo tempo. A comunicação é uma ferramenta poderosa para fortalecer conexões neurais e manter a mente em funcionamento”, destaca.

Além disso, incorporar novos aprendizados à rotina favorece a chamada reserva cognitiva, mecanismo que ajuda o cérebro a lidar melhor com os efeitos do envelhecimento.

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Saúde emocional também protege o cérebro

O psicólogo Francisco Carlos Gomes, cofundador do canal Longidade, ressalta que o equilíbrio emocional exerce papel importante na preservação das funções cognitivas.

Segundo ele, ansiedade, estresse, depressão e isolamento social podem prejudicar a memória, a atenção e a concentração.

“Muitas vezes, a dificuldade de lembrar não está relacionada ao envelhecimento em si, mas ao excesso de sobrecarga emocional. Manter vínculos sociais, cultivar relações e ter propósito de vida também protege o cérebro”, afirma.

Cinco hábitos para preservar a saúde cerebral

Especialistas recomendam atitudes simples que podem fazer diferença ao longo dos anos:

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Dormir bem e respeitar o tempo de descanso;
  • Estimular o cérebro com leitura, novos aprendizados e interação social;
  • Cuidar da saúde emocional, controlando estresse, ansiedade e depressão;
  • Manter doenças como hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol elevado sob controle.

Para a Dra. Polianna Souza, nunca é tarde para investir na saúde do cérebro.

Quanto antes adotamos hábitos saudáveis, maior é a reserva cognitiva construída ao longo da vida. Isso pode retardar o declínio das funções cerebrais e contribuir para um envelhecimento mais independente e com melhor qualidade de vida”, conclui.

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