O AtlasIntel afirmou nesta quarta-feira 15 não proceder a alegação apresentada pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral para contestar a pesquisa publicada em 1º de julho pelo instituto, segundo a qual Lula (PT) tinha 6,6 pontos percentuais de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) na projeção de um eventual segundo turno da disputa pela Presidência da República.

Segundo o PL, o AtlasIntel divulgou os resultados de julho sem apresentar, no prazo correto, diversos itens exigidos por lei, a exemplo de identificação de municípios e áreas, número de eleitores pesquisados em cada setor censitário e formação da amostra por gênero, idade, grau de instrução e nível econômico.

O instituto, por sua vez, afirmou ter submetido todos os arquivos no prazo previsto para o registro da pesquisa, mas apontou a ocorrência de um problema técnico no sistema do TSE. De acordo com a companhia, as informações estavam disponíveis na área restrita do sistema, mas não apareciam na visualização pública.

“A empresa reitera que nega veementemente qualquer alegação de descumprimento das obrigações previstas na legislação eleitoral e confia que a questão será rapidamente esclarecida a partir da verificação técnica dos registros existentes no sistema”, completou o AtlasIntel, em nota.

O modus operandi do PL já rendeu frutos em outra ocasião: em 8 de junho, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a divulgação do levantamento realizado pelo mesmo instituto em maio, devido a um “possível comprometimento da neutralidade metodológica do questionário”.

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