As importações da Bahia provenientes da China dispararam 205% nos primeiros sete meses de 2026, alcançando US$ 2,3 bilhões, cerca de R$ 11,7 bilhões. O avanço elevou significativamente a participação chinesa nas compras externas do estado e consolidou o país asiático como o principal parceiro comercial baiano.

Os dados da balança comercial, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), mostram que a China passou a responder por 35,4% das importações da Bahia entre janeiro e julho. No mesmo período de 2025, a participação era de 17%.

Com o crescimento, a China ultrapassou os Estados Unidos, que aparecem com 23,2% das importações baianas. O movimento ocorre em um cenário de forte expansão do comércio entre a Bahia e o mercado chinês.

China também lidera as exportações

Além de ampliar a presença nas importações, a China também permanece como principal destino dos produtos vendidos pela Bahia ao exterior. Entre janeiro e julho, o estado exportou US$ 7,5 bilhões, aproximadamente R$ 38,3 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 6,6 bilhões, cerca de R$ 33,6 bilhões.

As vendas baianas para o mercado chinês cresceram 25,5% no período e alcançaram US$ 2 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 10,2 bilhões.

Na direção oposta, as exportações da Bahia para os Estados Unidos recuaram 7,2%. Com isso, a participação norte-americana perdeu espaço e o país caiu para a quinta posição entre os principais destinos dos produtos baianos, atrás de Canadá, Singapura e Holanda.

Produtos movimentam comércio baiano

A pauta de exportações da Bahia nos primeiros sete meses do ano foi liderada por óleos combustíveis, que representaram 20,4% das vendas externas. Na sequência aparecem soja, com 19,7%, ouro, com 10,5%, celulose, com 10,1%, e algodão, com 6,6%.

Entre os principais produtos importados pelo estado estão automóveis, responsáveis por 19,5% das compras externas, óleos combustíveis, com 16,7%, óleos brutos de petróleo, com 16,1%, e fertilizantes, com 9%.

O avanço das importações de veículos também ocorre em um contexto de expansão da presença de montadoras chinesas no Nordeste. Segundo levantamento do Banco do Nordeste, a região vem se consolidando como polo estratégico para fabricantes asiáticos, com destaque para a instalação da BYD na Bahia.

Bahia mantém saldo positivo

Mesmo com o crescimento das compras externas, a Bahia manteve saldo positivo na balança comercial. Em julho, especificamente, o estado exportou US$ 1,1 bilhão, aproximadamente R$ 5,6 bilhões, e importou US$ 826 milhões, cerca de R$ 4,2 bilhões.

O resultado reforça a posição da Bahia no comércio exterior brasileiro, ao mesmo tempo em que evidencia a crescente importância da China tanto nas exportações quanto nas importações do estado.

Os números integram as estatísticas de comércio exterior acompanhadas pela Secex, órgão responsável pela divulgação dos dados oficiais da balança comercial brasileira.

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