O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou um discurso em Buenos Aires, na Argentina, para apresentar diretrizes de sua política externa caso vença a eleição de 2026. Diante de representantes da comunidade judaica e de lideranças da extrema-direita, prometeu reaproximar o Brasil de Israel, endurecer o combate ao terrorismo e reverter decisões do governo Lula (PT). 

A principal promessa foi a retomada das relações diplomáticas em alto nível com Israel. Flávio afirmou que, se eleito, voltará a nomear um embaixador brasileiro para o país e mudará a sede da representação diplomática de Tel Aviv para Jerusalém. “Em 2027, o Brasil não apenas voltará a ter embaixador em Israel, como dará o passo de transferir sua embaixada para a capital de Israel: Jerusalém. Mais do que isso: o Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas da nossa região.”

O senador anunciou que pretende aderir aos Acordos de Abraão, iniciativa voltada à normalização das relações entre Israel e países árabes, e disse que o combate ao terrorismo, ao antissemitismo e ao narcotráfico será um dos pilares de sua atuação internacional. Também voltou a defender que facções criminosas brasileiras sejam tratadas como organizações terroristas

Ao criticar a condução da política externa do governo Lula, Flávio afirmou que o Brasil rompeu, na prática, sua relação diplomática com Israel e acusou o presidente de favorecer adversários do Estado israelense.

Flávio ainda projetou um alinhamento político do Brasil com governos de direita da região e afirmou que pretende estreitar relações com Argentina e Israel caso chegue ao Palácio do Planalto. Segundo ele, a partir de 2027, o Brasil será “irmão de Israel”.

As declarações ocorrem em meio ao desgaste diplomático entre Brasil e Israel iniciado em 2024. A crise se aprofundou após declarações de Lula sobre a guerra na Faixa de Gaza, levando ao rebaixamento das relações entre os dois países. Desde então, o Brasil permanece sem embaixador em Israel. 

Fonte: Clique aqui

Créditos do autor: Vinícius Nunes

Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação