Defesa afirma que pistola registrada em nome do ex-presidente foi entregue a um sargento do Exército para manutenção

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou esclarecimentos nesta 4ª feira (17.jun.2026) sobre a arma registrada em seu nome sob a posse de militar do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Segundo o advogado, a arma estava inoperante e o ex-presidente pediu ao segundo-sargento do Exército para fazer a manutenção.

A petição afirma que a Glock registrada em nome de Bolsonaro era mantida em sua residência em Brasília. De acordo com a defesa, integrantes da equipe de segurança removeram uma peça da arma sem o conhecimento do ex-presidente para impedir seu funcionamento. A medida teria sido adotada em razão do uso de medicação psiquiátrica “capaz de afetar sua cognição”.

Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde 24 de março de 2026, percebeu que a pistola não funcionava corretamente. Segundo a defesa, integrantes da equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma, impedindo seu disparo.

O ex-presidente então entregou o armamento ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva para manutenção. O militar foi abordado no Pistão Norte, em Brasília, em uma blitz enquanto transportava a pistola, que acabou apreendida.

MORAES PEDE ESCLARECIMENTOS

Ao tomar conhecimento sobre o armamento, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que a defesa prestasse esclarecimentos sobre a pistola apreendida.

O ministro quis saber o motivo de o ex-presidente manter uma pistola em casa durante a prisão domiciliar humanitária concedida por 90 dias. Moraes também quer saber por que Bolsonaro solicitou reparo no armamento.

A defesa afirma que a condenação por golpe de Estado não determinou a entrega das armas ou o cancelamento de seus registros. Segundo a petição, a pistola não estava em situação de irregularidade e que, se fosse necessário, teria entregue o armamento. “Registra que a necessidade de verificação do armamento decorreu exclusivamente da falha constatada em seu funcionamento, sem qualquer relação com a proximidade do término do período de prisão domiciliar humanitária”, declarou.

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