Governo regional nega ancoragem do MV Hondius, mas Madri autoriza desembarque em Tenerife por razões humanitárias
O governo das Ilhas Canárias afirmou neste sábado (9.mai.2026) que não autorizará a ancoragem do cruzeiro MV Hondius, que registra casos de hantavírus a bordo. Apesar da posição local, o governo da Espanha determinou o desembarque dos passageiros em Tenerife por razões humanitárias e sanitárias.
O navio, que saiu de Ushuaia (Argentina), transporta cerca de 150 pessoas de 23 países. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há 6 casos confirmados de hantavírus ligados ao cruzeiro e outros 2 suspeitos. Três pessoas morreram desde o início do surto: um casal holandês e um cidadão alemão.
As autoridades espanholas informaram que o MV Hondius não deverá atracar diretamente no porto. O plano prevê que a embarcação permaneça ancorada próximo a Tenerife enquanto passageiros e tripulantes são transferidos em pequenos grupos, sob protocolos de isolamento e monitoramento sanitário.
Países europeus começaram a organizar operações para retirar seus cidadãos do navio. Alemanha, França, Bélgica, Irlanda e Holanda (Países Baixos) enviarão aeronaves para repatriar passageiros. Reino Unido e Estados Unidos também articulam esquemas de quarentena e monitoramento depois do desembarque.
Segundo a OMS, o risco de disseminação ampla da doença permanece baixo. A entidade, porém, recomendou acompanhamento médico por 42 dias para todas as pessoas que estavam a bordo do cruzeiro. Investigações preliminares indicam que o vírus identificado é a cepa Andes, variante rara do hantavírus que pode apresentar transmissão entre humanos em situações de contato próximo.
O governo das Ilhas Canárias manifestou preocupação com os impactos sanitários e econômicos da operação. Autoridades locais e trabalhadores portuários criticaram a decisão do governo espanhol de permitir a chegada do navio ao arquipélago.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com secreções de roedores infectados. Em humanos, pode provocar síndrome pulmonar grave e insuficiência respiratória. A transmissão entre pessoas é considerada rara.
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