O parlamentar conquista mais de 40 votos e assume comando da Casa em cenário de tensão com grupo de Eduardo Paes
O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta sexta-feira presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com 44 votos favoráveis e uma abstenção. A votação ocorreu em meio a boicote de partidos de oposição e intensificação da disputa política no estado.
A eleição foi marcada pela ausência de 25 parlamentares de siglas como PSD, MDB, Podemos, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL, que decidiram não participar do pleito em protesto contra o modelo de votação aberta. O grupo político ligado ao ex-prefeito Eduardo Paes liderou a estratégia de esvaziamento da sessão.
A controvérsia sobre o formato da votação já vinha sendo discutida judicialmente. O PDT chegou a acionar o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, TJRJ, para pedir voto secreto, alegando risco de pressões políticas. No entanto, a Corte manteve o modelo aberto, apontando que a definição cabe à autonomia da Assembleia.
Mesmo com o boicote, aliados de Douglas Ruas consolidaram maioria confortável entre os presentes. Antes da votação, parlamentares da base se reuniram no gabinete do presidente em exercício, Guilherme Delaroli, para alinhar estratégia e garantir a vitória.
A eleição ocorre após um episódio anterior, quando Ruas já havia sido escolhido para o cargo em março, mas a votação foi anulada pelo TJRJ após questionamentos judiciais. Desta vez, o cenário político e jurídico segue sob atenção, com possibilidade de novos recursos.
Nos bastidores, a presidência da Alerj ganha relevância estratégica diante do momento de instabilidade no governo estadual. Atualmente, o comando do Executivo está nas mãos do desembargador Ricardo Couto, enquanto o Supremo Tribunal Federal ainda deve definir o formato de uma eventual eleição indireta para o governo.
Aliados de Ruas discutem cenários futuros, incluindo a possibilidade de ajustes políticos caso haja impedimentos jurídicos relacionados à linha sucessória. Uma das alternativas seria a manutenção de Delaroli na presidência interina, garantindo continuidade administrativa.
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