O governo dos Estados Unidos determinou que um delegado da Polícia Federal deixe o país após sua atuação em um caso envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem. A decisão foi comunicada nesta segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que citou suposta tentativa de manipulação do sistema migratório americano.

Sem mencionar nomes oficialmente, o órgão indicou que “nenhum estrangeiro pode manipular” os mecanismos de imigração para contornar pedidos formais de extradição ou ampliar perseguições políticas em território norte-americano. Nos bastidores, a medida é atribuída ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que teria participado de articulações com o serviço de imigração dos EUA na detenção de Ramagem.

A prisão do ex-parlamentar ocorreu em 13 de abril, por questões migratórias, com liberação dois dias depois. O episódio ganhou repercussão após Ramagem afirmar que sua entrada nos Estados Unidos ocorreu de forma regular, com documentação válida, e que posteriormente solicitou asilo político.

O caso remonta à saída de Ramagem do Brasil em 2025, quando deixou o país antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo relatos, ele teria atravessado a fronteira por Roraima antes de seguir para território americano.

A reação do governo dos Estados Unidos ocorre em meio a divergências sobre o tratamento do caso. O presidente Lula da Silva (PT) defendeu a extradição de Ramagem para cumprimento da pena no Brasil, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a situação do ex-deputado seria revertida rapidamente, com base no pedido de asilo em tramitação.

O episódio amplia a tensão diplomática e jurídica entre os dois países, envolvendo temas sensíveis como soberania, cooperação internacional e uso de instrumentos migratórios em disputas políticas.

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