Seleção tem R$ 1 bilhão em patrocínios e receberá mais R$ 45 milhões da Fifa; valor sobe se avançar na competição

A Confederação Brasileira de Futebol chega à Copa do Mundo de 2026, que começa nesta 5ª feira (11.jun.2026), com uma arrecadação de patrocínios estimada em 170 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão. Segundo o jornalista Valmir Moratelli, da revista Veja, o valor considera 12 parcerias fechadas pela entidade e marca a recomposição comercial da confederação depois da saída de patrocinadores em 2025.

A CBF, na gestão de Samir Xaud, fechou contratos com Amazon, Google, Azul, Uber, Volkswagen, iFood e Sadia. Antes, já mantinha acordos com Nike, Itaú, Ambev, Vivo e Cimed. Amazon e Google não terão suas marcas estampadas no uniforme da seleção, porque os espaços disponíveis já estavam ocupados.

Em 2025, a CBF perdeu 4 grandes patrocinadores: Gol, Mastercard, Pague Menos e TCL. As empresas rescindiram contratos ainda em vigência depois da saída de Ednaldo Rodrigues da presidência da entidade. 

Eis os patrocinadores da CBF:

  • Nike;
  • Itaú;
  • Ambev;
  • Vivo;
  • Cimed;
  • Amazon;
  • Google;
  • Azul;
  • Uber;
  • Volkswagen;
  • iFood;
  • Sadia.

A receita da entidade vai aumentar conforme o desempenho da seleção brasileira em campo. Só pela participação na fase de grupos, cada seleção já assegura US$ 9 milhões, o equivalente a R$ 45 milhões. 

Caso o Brasil seja campeão, a CBF receberá US$ 50 milhões, ou R$ 251 milhões, da Fifa. Ao todo, a entidade que comanda o futebol mundial distribuirá US$ 655 milhões às 48 seleções participantes.

Com isso, a CBF já tem ao menos R$ 1,045 bilhão em receitas ligadas ao ciclo da Copa, somando patrocínios e a premiação mínima pela participação no Mundial. O valor bruto pode chegar a R$ 1,251 bilhão se o Brasil conquistar o título, sem contar outras receitas comerciais associadas à seleção.

Segundo o jornalista Igor Siqueira, do portal Uol, parte da premiação da Fifa será dividida com a delegação. O modelo definido pela CBF estabelece que os jogadores ficarão com 70% da fatia destinada à comitiva brasileira. Os outros 30% serão distribuídos entre integrantes da comissão técnica e do estafe. Na fase de grupos, a delegação terá direito a cerca de 60% do valor recebido pela CBF. Caso a seleção caia na 1ª fase do mata-mata, o percentual fica pouco acima de 50%.

O Brasil aparece como a 6ª seleção mais valiosa da Copa, com elenco avaliado em 943,2 milhões de euros, segundo levantamento do Transfermarkt. A França lidera o ranking, com 1,56 bilhão de euros.

A seleção também ampliou sua presença digital antes do Mundial. De dezembro de 2025 a junho de 2026, ganhou 7,9 milhões de seguidores nas redes sociais –o maior crescimento entre as seleções analisadas pelo Ibope Repucom. Com o avanço, a CBF chegou a 46,4 milhões de seguidores e retomou a 2ª colocação no ranking global de audiência digital entre seleções, atrás só da França.


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