A quatro dias da convenção nacional que oficializará a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, voltou a tentar convencer a senadora Tereza Cristina (PP-MS) a integrar a chapa como candidata a vice-presidente. A investida, porém, terminou sem acordo.
Em reunião realizada nesta terça-feira (21), em Brasília, a ex-ministra da Agricultura reiterou que continuará concentrada no projeto político de disputar a presidência do Senado em 2027 e, por isso, não pretende participar da corrida ao Palácio do Planalto.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, Valdemar confirmou o encontro e reconheceu que Tereza Cristina descartou a possibilidade de compor a chapa presidencial. A senadora não comentou publicamente o conteúdo da conversa.
A definição da vaga de vice segue como uma das principais pendências da campanha de Flávio Bolsonaro. A convenção nacional do PL está marcada para o próximo sábado, mas a tendência é que a candidatura seja oficializada mesmo sem a indicação do companheiro de chapa, enquanto prosseguem as negociações com partidos aliados.
Nos bastidores, Tereza Cristina era considerada uma das principais opções de Valdemar Costa Neto. A avaliação dentro do PL era de que a senadora reunia atributos importantes para ampliar a competitividade da candidatura, incluindo bom trânsito entre lideranças do Centrão, forte identificação com o agronegócio e baixa rejeição em diferentes segmentos do eleitorado.
Esta não foi a primeira tentativa do presidente do PL. Desde o início das articulações para as eleições de 2026, Valdemar vinha defendendo o nome da ex-ministra para a composição da chapa presidencial. Em todas as conversas, entretanto, a parlamentar manteve a decisão de priorizar sua articulação para disputar o comando do Senado Federal.
Com a nova negativa, o Partido Liberal volta suas atenções para outras alternativas. Entre os nomes analisados está o da administradora Daniella Marques, filiada ao Republicanos. Sua eventual indicação, contudo, depende do avanço das negociações entre as duas legendas, que ainda enfrentam divergências sobre alianças estaduais e a formação de palanques regionais.
Na última semana, o próprio Valdemar Costa Neto afirmou que Daniella Marques possui qualificação técnica e boa imagem pública, mas ponderou que a definição da vice-presidência também passa pelo potencial eleitoral do nome escolhido.
Outra dificuldade enfrentada pelo PL envolve o cenário político da federação formada por União Brasil e Progressistas. A expectativa de que o grupo adote uma posição de neutralidade na disputa presidencial reduziu a viabilidade de nomes ligados às duas siglas, como as deputadas Simone Marquetto e Clarissa Tércio, que chegaram a ser citadas nas articulações iniciais.
Enquanto as negociações continuam, a campanha de Flávio Bolsonaro trabalha para concluir a composição da chapa presidencial antes do início oficial da propaganda eleitoral, buscando consolidar alianças nacionais e fortalecer os palanques estaduais para a disputa de outubro.
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