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As denúncias de violência contra pessoas idosas cresceram de forma preocupante no Brasil. Nos quatro primeiros meses de 2026, o Disque 100 registrou 75,7 mil denúncias de violações de direitos, um aumento de 29,85% em comparação com o mesmo período de 2025. Entre os estados com maior número de registros estão Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Embora a agressão física seja a forma mais conhecida de violência, especialistas alertam que ela representa apenas uma parte do problema. Em muitos casos, os maus-tratos acontecem de forma silenciosa e permanecem invisíveis até que a saúde física e emocional da pessoa idosa esteja gravemente comprometida.

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Violência vai além das agressões físicas

O isolamento social, a humilhação constante, o abandono emocional, a negligência com medicamentos, a retenção de dinheiro ou de cartões bancários, além do impedimento do convívio com familiares e amigos, estão entre as formas mais comuns de violência contra idosos. Por serem discretas, essas situações podem passar despercebidas durante muito tempo.

Segundo a médica Dra. Márcia Umbelino, é fundamental que familiares e pessoas próximas estejam atentos às mudanças de comportamento.

“A violência contra o idoso nem sempre aparece como agressão física. Muitas vezes começa com isolamento, humilhação, descuido com medicamentos, retenção de dinheiro ou abandono emocional”, alerta.

Ainda de acordo com a especialista, essas práticas comprometem não apenas a saúde física, mas também a autoestima, a autonomia e a qualidade de vida da pessoa idosa.

Sinais de alerta que merecem atenção

Algumas mudanças podem indicar que o idoso está vivendo uma situação de violência ou negligência. Entre os principais sinais estão:

  • Mudanças repentinas de comportamento;
  • Medo excessivo ou tristeza sem motivo aparente;
  • Perda de peso ou sinais de desnutrição;
  • Higiene inadequada;
  • Uso incorreto ou ausência de medicamentos;
  • Lesões frequentes com explicações inconsistentes;
  • Isolamento social;
  • Dificuldade de acesso ao próprio dinheiro ou documentos.

Além disso, alterações na rotina e na disposição para realizar atividades que antes eram prazerosas também podem indicar que algo não está bem.

Cuidados na escolha de instituições de longa permanência

Quando a família opta por uma instituição de longa permanência, alguns critérios devem ser observados para garantir segurança e qualidade no atendimento.

Entre os principais pontos estão as condições de higiene, alimentação adequada, organização dos medicamentos, segurança dos ambientes, respeito à privacidade dos moradores, preservação da autonomia e facilidade de comunicação entre a instituição e os familiares.

A Dra. Márcia Umbelino também disponibiliza um manual prático com orientações para ajudar famílias a identificar sinais de violência e avaliar os cuidados oferecidos por essas instituições.

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Combater o silêncio também é proteger

Especialistas reforçam que combater a violência contra idosos depende da participação de toda a sociedade. Familiares, vizinhos, amigos e profissionais de saúde desempenham papel importante na identificação precoce de situações de abuso e negligência.

Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos, maiores são as chances de interromper o ciclo de violência, preservar a saúde da pessoa idosa e garantir que ela envelheça com dignidade, respeito e segurança.

Fonte: clique aqui.

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