O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revogou, nesta sexta-feira 24, as medidas cautelares impostas ao ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal prendeu Canella em 7 de julho, após encontrar um fuzil em seu carro enquanto cumpria um mandado de busca e apreensão na Operação Unha e Carne. A arma é de uso restrito.
A corporação suspeita de que o ex-prefeito fizesse parte de um esquema envolvendo empresas do setor de combustíveis que teriam sido utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita, com a participação de agentes públicos.
Quatro dias após a operação, Moraes concedeu liberdade provisória a Canella e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto, também preso em flagrante pela PF, mas impôs uma série de medidas cautelares.
A decisão desta sexta-feira livra Canella e Neto do uso de tornozeleira eletrônica, da proibição de se ausentar de casa à noite e nos fins de semana, e da suspensão do porte de arma de fogo.
A defesa do ex-prefeito sustentou que a arma apreendida pertence ao policial militar de sua escolta Alexandre Paixão da Silva Júnior, que confirmou à PF ser o dono do fuzil.
Os advogados de Antônio Neto, por sua vez, alegaram que o PM trabalhava como segurança e por isso portava uma arma no momento da abordagem.
Segundo Moraes, “os elementos colhidos até o momento indicam a verossimilhança dos esclarecimentos prestados pelas defesas”. Concluiu, assim, que eventuais inconsistências parecem ser de natureza administrativa, “cuja apuração compete aos órgãos competentes, sem repercussão imediata na esfera penal”.
A Procuradoria-Geral da República deverá se manifestar sobre o arquivamento ou a continuidade das investigações relacionadas ao porte ilegal de arma.
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Créditos do autor: Maiara Marinho
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