O vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, afirmou que não vê aspectos positivos no envelhecimento. Aos 82 anos, o cantor disse que o avanço da idade trouxe limitações físicas e ironizou a ideia de que o tempo, necessariamente, proporciona mais sabedoria. As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast The Interview, do jornal The New York Times.

“Não há nada de bom nisso. Nada”, afirmou o artista. Em tom bem-humorado, Jagger acrescentou que também não acredita ter acumulado a experiência que imaginava ao longo da vida. “Você não adquire sabedoria. Você esquece tudo. Esqueci toda a minha sabedoria”, comentou.

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Apesar da avaliação crítica sobre o envelhecimento, o cantor ressaltou que continua levando uma rotina ativa, embora reconheça que precisa ter mais cautela nas atividades do dia a dia.

Segundo Jagger, as mudanças físicas fazem parte da nova fase da vida e exigem adaptações. “Você não consegue fazer as coisas tão rápido quanto gostaria e, fisicamente, não faz tudo o que gostaria. Ainda pode fazer, mas precisa ter mais cuidado”, explicou.

Mesmo aos 82 anos, o vocalista segue em plena atividade com os Rolling Stones, banda fundada em 1962, ou seja, há 64 anos e considerada uma das mais influentes da história do rock. A longevidade do grupo continua sendo marcada por turnês, gravações e novos projetos musicais.

Durante a entrevista, Mick Jagger também comentou os impactos da fama após décadas de sucesso internacional. Segundo ele, a exposição constante pode afastar artistas da realidade cotidiana, motivo pelo qual procura manter hábitos simples para preservar o contato com a vida comum.

O cantor contou que costuma caminhar sozinho pelas ruas e realizar atividades rotineiras como forma de evitar o isolamento provocado pela fama. Para ele, essas experiências ajudam a manter uma conexão com as pessoas fora do ambiente dos palcos.

Outro tema abordado foi o uso da inteligência artificial na produção do videoclipe de “In the Stars”, faixa do mais recente trabalho dos Rolling Stones. A tecnologia foi utilizada para recriar versões inspiradas na aparência dos integrantes da banda durante a década de 1960.

Jagger afirmou que a experiência foi divertida e explicou que músicos reais participaram das gravações, enquanto a inteligência artificial foi empregada apenas para modificar os rostos e aproximá-los da imagem dos integrantes em 1968. Keith Richards também aprovou o resultado e brincou que a tecnologia pode ser útil para recuperar a aparência dos tempos de juventude em produções audiovisuais.

Os Rolling Stones seguem em atividade e promovem seu novo álbum de estúdio, “Foreign Tongue”, disponibilizado nas principais plataformas de streaming, reforçando a trajetória de uma das bandas mais longevas e influentes da música mundial.

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