As negociações para a formação da chapa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP) ao Governo de São Paulo avançaram nos bastidores e caminham para uma solução que contempla diferentes correntes da base aliada do presidente Lula da Silva (PT).

Segundo interlocutores envolvidos nas articulações, a proposta em discussão prevê que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP), e a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB-SP), disputem as duas vagas ao Senado por São Paulo. Com isso, o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB-SP), que também manifestava interesse em uma candidatura ao Senado, passaria a ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada por Haddad.

A movimentação busca reduzir disputas internas e construir uma composição capaz de reunir partidos do campo governista em torno de um projeto eleitoral unificado para o maior colégio eleitoral do país.

Nos bastidores de Brasília e São Paulo, a avaliação é de que a acomodação de diferentes lideranças em uma mesma aliança poderá ampliar a competitividade da candidatura de Haddad e evitar divisões entre siglas que integram a base de sustentação do governo federal.

A costura política também incluiria um compromisso futuro. Caso o presidente Lula conquiste a reeleição em 2026 e Haddad não obtenha êxito na disputa pelo governo paulista, Márcio França seria contemplado com espaço na Esplanada dos Ministérios a partir de 2027, segundo relatos de aliados das negociações.

O entendimento ainda não foi oficializado, mas lideranças partidárias têm intensificado as conversas para fechar os detalhes da composição. O principal desafio tem sido conciliar os interesses de nomes com forte densidade eleitoral e trajetórias consolidadas no cenário político nacional.

Fernando Haddad é apontado por aliados como um dos principais nomes do campo governista para enfrentar a disputa em São Paulo, estado historicamente estratégico para as eleições presidenciais e para a correlação de forças no Congresso Nacional.

A eventual presença de Marina Silva e Simone Tebet na disputa ao Senado também é vista como uma tentativa de ampliar o alcance da aliança junto a diferentes segmentos do eleitorado, reunindo representantes de perfis políticos distintos em uma mesma chapa.

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