Em artigo, presidente do PT relaciona crescimento do fascismo global a uma crise econômica que, segundo ele, persiste desde 2008
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), é o “maior representante do fascismo” do século 21. A declaração foi feita em artigo publicado na Folha de S.Paulo nesta 5ª feira (11.jun.2026), no qual o dirigente falou sobre formas de conter o avanço autoritário global.
Edinho examinou o panorama político internacional e propôs uma agenda de mudanças econômicas e sociais que foram reforçadas durante o 8º Congresso Nacional do partido. O dirigente analisou o fortalecimento de lideranças autoritárias nas Américas e na Europa. Trump foi identificado como figura central desse fenômeno.
Nas Américas, Edinho observou que as últimas eleições mostraram o crescimento de forças autoritárias. Essas forças se apresentam como negação da política tradicional, que preserva o sistema de “concentração da renda, do aprofundamento das desigualdades e da submissão nacional aos interesses do imperialismo”.
Edinho caracterizou a agenda de Trump como combinação de expansionismo, perseguição a imigrantes, guerra econômica, desprezo pelas “instituições democráticas” e defesa agressiva da hegemonia norte-americana.
No artigo intitulado “Democracia ou barbárie é a escolha do nosso tempo”, o petista destaca que o pensamento fascista se expande em diferentes regiões do planeta, impulsionado por uma crise econômica que, segundo ele, persiste desde 2008. Edinho relacionou esse crescimento ao agravamento da “insegurança social”, ao medo em relação ao futuro e à descrença nas instituições.
Edinho mencionou que resultados eleitorais recentes na Europa demonstram esse avanço. Partidos de extrema direita cresceram, condicionaram governos e naturalizaram discursos xenófobos e anti-democráticos. O dirigente citou Portugal como exemplo importante nesse cenário e como “sinal de esperança”.
Segundo Edinho, a direita não ofereceu respostas consistentes à precarização do trabalho, ao custo de vida e ao crescente mal-estar social, o que a extrema direita tentou transformar essa frustração em ódio. Ele destaca que a resposta está na reorganização do modelo econômico, na reconstrução da esperança e na vitória da democracia como instrumento de transformação da vida real.
Já a América Latina, para o presidente do PT, sofreu uma reversão econômica após um período de crescimento acima da média mundial. Edinho afirmou: “Essa reversão coincide com a ruptura de um ciclo político regional, em que havia uma maioria de governos alinhados à projetos de desenvolvimento com ampliação de direitos, e, no novo ciclo, passam a ser, majoritariamente, defensores da redução do Estado e de direitos, adotando a cartilha neoliberal”.
O presidente do PT citou China e Índia como exemplos de países que conseguiram enfrentar melhor o cenário de crise. Esses países mantiveram capacidade de planejamento estatal, investimentos públicos e estímulo ao mercado interno.
Fonte: Clique aqui
Créditos do autor: Poder360 ·
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

































