O líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,87 milhão para as eleições de 2026, valor que representa um crescimento de 870,29% em relação aos R$ 192,83 mil informados na disputa de 2022, quando foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

Os dados constam no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde todos os candidatos são obrigados a informar seus bens.

De acordo com a declaração apresentada neste ano, o patrimônio de Paulo Pimenta aumentou em aproximadamente R$ 1,67 milhão no período de quatro anos. Entre os bens informados estão 50% de um imóvel residencial em Brasília, avaliado em R$ 815 mil, uma caminhonete Toyota Hilux, ano 2022, declarada em R$ 292 mil, além de R$ 178,75 mil em investimentos em ações.

Na eleição de 2022, o parlamentar havia declarado apenas um apartamento avaliado em R$ 97,45 mil, uma vaga de garagem no valor de R$ 85 mil e R$ 10,38 mil depositados em conta no Banco do Brasil.

Deputado federal desde 2003, Paulo Pimenta atualmente exerce a liderança do governo do presidente Lula da Silva (PT) na Câmara. Entre 2023 e 2025 comandou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e, em 2024, também assumiu a Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, criada após as enchentes que atingiram o estado.

Disputa pelo Senado

Pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano, Paulo Pimenta aparece na quarta colocação em levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas em 22 de julho.

Segundo a pesquisa, o petista registra 23,7% das intenções de voto, atrás de Manuela D’Ávila (PSOL-RS), com 30,7%, Marcel van Hattem (Novo-RS), com 28,6%, e Germano Rigotto (MDB-RS), que soma 26,3%.

Na sequência aparecem Ubiratan Sanderson (PL-RS), com 20,3%, Frederico Antunes (PSD-RS), com 7,4%, Renato Jaguarão (Cidadania-RS), com 2,8%, e Milton Cardoso (PSDB-RS), com 2,6%. Brancos e nulos representam 9,7%, enquanto 6,6% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

O crescimento patrimonial declarado por Paulo Pimenta ocorre no momento em que o parlamentar busca uma vaga no Senado Federal e integra a estratégia do PT para ampliar sua representação na Casa nas eleições de outubro.

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