Falha em equipamento impactou aeroportos de Guarulhos e de Congonhas; Anac afirma que erro foi pontual e não houve risco à segurança dos voos

Uma pane em um dos satélites utilizados pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) afetou as comunicações de voo e provocou atrasos e cancelamentos nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, na manhã desta 3ª feira (2.jun.2026). As operações já foram restabelecidas, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

De acordo com a agência, a falha causou atraso em 135 voos e o cancelamento de 15 operações, afetando cerca de 150 voos. O problema teve origem em um satélite contratado pelo Comando da Aeronáutica e utilizado pelo Decea para as comunicações de voo. A pane atingiu algumas frequências operadas pelo órgão e teve impacto considerado pontual, sem caráter sistêmico.

A FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou que houve uma interrupção temporária das operações aéreas nos aeródromos da região de São Paulo. Segundo a corporação, a suspensão provisória foi motivada por um “problema técnico operacional externo“.

A concessionária GRU Airport, administradora do aeroporto de Guarulhos, atribuiu a paralisação à interrupção no Controle de Aproximação de São Paulo. A Aena, gestora de Congonhas, informou que a ocorrência estava relacionada ao sistema de controle de tráfego aéreo responsável por organizar o fluxo de aeronaves na região.

Além dos aeroportos paulistas, a falha teve reflexos em outras localidades atendidas pelo Terminal São Paulo, incluindo Campinas, Ribeirão Preto e Distrito Federal.

Em nota, a Anac informou que não houve interrupção completa das operações nem risco à segurança dos voos. Segundo o presidente da agência, Tiago Faierstein, o Decea acionou imediatamente os protocolos de contingência e transferiu as frequências afetadas para canais que continuavam em funcionamento.

“Houve um problema de rádio, que foi rapidamente resolvido pelo Decea, que possui um plano de contingência para esses casos. Em momento nenhum houve risco na segurança das operações aéreas”, declarou.

A agência informou que continua avaliando os impactos operacionais da ocorrência, incluindo atrasos, cancelamentos, passageiros afetados e possíveis redirecionamentos de voos. Segundo a Anac, o sistema já foi totalmente restabelecido e a malha aérea passa por processo de normalização.

Eis a nota da Anac enviada ao Poder360:

“A Agência Nacional de Aviação Civil  monitora de perto a ocorrência na terminal São Paulo nesta terça-feira, 2 de junho. Pelo contato constante com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a Agência foi informada que a origem da falha nas comunicações de voo ocorreu em um dos satélites utilizados pelo Decea. Esse satélite é um equipamento contratado pelo Comando da Aeronáutica (Comaer), que apresentou pane momentânea em algumas frequências operadas pelo Decea. Houve apenas um impacto breve das operações aéreas, que já foram totalmente reestabelecidas.

“A Anac analisa os impactos operacionais causados pela ocorrência. Isso inclui atrasos, cancelamentos, passageiros afetados e redirecionamento de voos para outros terminais. Tão logo o levantamento seja concluído, a Agência apresentará os dados e avaliará medidas para a normalização gradual da malha aérea.

“Vale destacar que não houve interrupção completa das operações. “Houve um problema de rádio, que foi rapidamente resolvido pelo Decea, que possui um plano de contingência para esses casos. No caso das decolagens, em São Paulo, o Decea automaticamente transferiu as frequências em falha para frequências da torre de controle que estavam funcionando. Então, é importante deixar claro que em momento nenhum houve risco na segurança das operações aéreas”, declarou o presidente da Anac Tiago Faierstein.

“A Anac reitera que continuará acompanhando a situação e trabalhando para o reestabelecimento completo das operações.”

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