Porta-voz do Departamento de Estado afirma que FBI acompanha ações das facções e que governo Trump não tolera grupos criminosos

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou, nesta 6ª feira (29.mai.2026), que o FBI e outras organizações governamentais dos EUA acompanham as ações do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) em 12 estados norte-americanos. Na 5ª feira (28.mai), o governo norte-americano classificou as duas facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas à decisão nesta 6ª feira (29.mai.2026). Em nota, o Planalto disse que “não aceitará o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar” a soberania e a economia brasileiras.

Em entrevista ao Metrópoles, Amanda Roberson afirmou: “Por isso, estamos tomando as atividades mais fortes à nossa disposição, pois entendemos que grupos criminosos desse tamanho precisam de coordenação internacional para frear suas atividades”.

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA destacou a postura da administração do presidente Donald Trump (Partido Republicano) em relação à violência e à atuação de grupos criminosos. Segundo Amanda Roberson, a administração “não tolera a violência, não tolera que os grupos criminosos atuem no nosso hemisfério”. Disse ainda que esses serão eliminados no país.

Com a medida, que passa a valer em 5 de junho, o governo norte-americano pode transformar o tema em questão de segurança nacional. Isso amplia a atuação de órgãos de inteligência e fortalece mecanismos de combate financeiro e diplomático.

Na prática, autoridades americanas podem bloquear contas e ativos, restringir movimentações financeiras, impedir acesso ao sistema bancário americano, aplicar sanções internacionais e punir pessoas e empresas que mantenham relações comerciais com integrantes desses grupos.

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