Ministro da Fazenda afirma que Senado pode concluir votação da proposta antes do recesso parlamentar
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta 2ª feira (1º.jun.2026), que espera a aprovação do fim da escala 6 X 1 pelo Senado até o recesso parlamentar de julho. Segundo ele, o governo tem defendido a proposta junto aos congressistas e avalia que há espaço para avançar na tramitação ainda no 1º semestre.
A declaração foi dada durante entrevista ao SBT News. Durigan afirmou que a mudança na jornada de trabalho responde a transformações já observadas no mercado brasileiro e tem potencial para reduzir desigualdades entre trabalhadores.
O tema ganhou força nos últimos meses e é acompanhado por empresários e representantes dos trabalhadores devido aos possíveis impactos sobre custos, produtividade e relações de trabalho.
Segundo o ministro, a maior parte dos trabalhadores brasileiros já atua em modelos diferentes da escala 6 X 1, especialmente os profissionais mais qualificados e com rendimentos mais elevados. Na avaliação dele, os empregados que permanecem nesse regime concentram salários menores e incluem proporcionalmente mais mulheres e negros.
“O nosso tempo pede isso”, declarou Durigan ao defender a adoção de jornadas com mais dias de descanso.
O ministro disse que o debate exige equilíbrio e reconheceu que a transição não será simples para todos os setores da economia. Ainda assim, afirmou que ganhos de eficiência e produtividade podem ajudar empresas a se adaptarem às novas regras.
Durigan também citou discussões internacionais sobre redução da jornada de trabalho. Segundo ele, países europeus já analisam modelos de 4 dias de trabalho por semana, enquanto o Brasil ainda discute a ampliação do regime 5 X 2.
Desenrola para adimplentes
Durante a entrevista, o ministro também afirmou que o governo está finalizando as discussões sobre uma versão do programa Desenrola voltada para pessoas que mantêm seus pagamentos em dia, mas enfrentam juros elevados.
Segundo Durigan, a iniciativa não tem como objetivo beneficiar quem deixa de pagar dívidas nem incentivar a inadimplência. A proposta busca ajudar consumidores que correm o risco de interromper pagamentos devido ao custo elevado do crédito.
O ministro disse que o governo mantém conversas com instituições financeiras para definir os detalhes da política. Segundo ele, o anúncio deve ser feito em breve, depois da conclusão das negociações internas e do diálogo com o setor bancário.
Durigan afirmou que a intenção é criar mecanismos para que os consumidores continuem honrando seus compromissos financeiros, evitando que dificuldades momentâneas levem ao atraso no pagamento das dívidas.
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